Um jogo da memória feito pelas próprias crianças


By patcamargo

A Cururuca está com 5 anos. Estes dias eu me emocionei com algo que ela fez e queria compartilhar com vocês: um jogo da memória feito por ela mesma. Na verdade, eu encontrei o jogo estes dias. Mas já estava escondidinho no meu escritório desde o ano passado.

Temos o costume em casa, desde que as crianças eram bem pequenas, de fazermos jogos em família durante à noite, depois do jantar. Não acontece todos os dias, mas ao menos duas vezes na semana esperamos o papai chegar do trabalho e nos sentamos para jogar.

Entre os que escolhemos tem de tudo: mímica, jogos musicais, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e, entre eles, o jogo da memória. A Cururuca sempre se deu bem neste tipo de brincadeira então, claro, tornou-se seu preferido durante um bom tempo.

Pois um dia, num momento de brincar de desenhar e cortar, ela me veio com estas pecinhas.

Jogo da memoria caseiro - jogo completo

“Mamãe, eu fiz um jogo da memória para brincarmos na hora da família”, ela veio toda contente me dizer. Confesso que de início eu disse um “ah, que legal filha!” achando que eu veria algo mais ou menos. Porém, quando eu olhei com mais atenção, lá estava: cinco pares, desenhados e recortados formando um jogo completo. E desenhos criativos e diferentes, como um rostinho de menina, um sol, um triângulo marrom, um símbolo verde, um coração vermelho. Ahhh, me enchi de orgulho!

Jogo da memoria caseiro - rostinhos

Não só porque ela tinha conseguido um resultado bem feito. Isso era o de menos. Mas porque eu percebi todo o processo dela. Desde a decisão de fazer seu próprio jogo preferido, até escolher as figuras, pensar no funcionamento do brinquedo para reproduzi-lo, desenhar e construir as peças, resolver problemas que aconteceram pelo caminho. Então, percebi uma coisa: havia uma peça a mais, amarelinha, sem par.

Jogo da memoria caseiro - bolinha amarela

“Filha, e esta pecinha aqui?”

“Ah mamãe, é para a gente variar o jogo. Podemos também fazer um que quem ficar com a peça amarela na mão, perde!”. – Pergunta se eu não a cobri de beijos?

Então, meu convite para você é propor criarem jogos novos e juntos. A Patricia Marinho já havia postado antes sobre isso e, como vocês viram no exemplo de hoje, basta um incentivo, o hábito de jogar com as crianças para estimular naturalmente a criatividade e iniciativas como da Cururuca. Quem sabe vocês também não vão brincar com um jogo da memória feito pelas próprias crianças?

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