Como seu filho aprende a resolver problemas pela brincadeira


Volta e meia eu e a Patricia Marinho falamos sobre o quando a brincadeira livre, em que as crianças não têm um resultado a alcançar, ou que não tenha uma regra (como nos jogos), ajuda resolver problemas.

Mas às vezes a brincadeira livre é um conceito mais abstrato. Então, escrevi este post para ajudar a contar como é que seu filho aprende a resolver problemas pela brincadeira livre.

Para começar, deixa eu te contar um exemplo de brincar livre muito comum aqui em casa. Minhas filhas (hoje com 6 anos), gostam de brincar de faz de conta de casinha. E em geral, elas misturam vários brinquedos para organizar sua brincadeira. Nada de “hoje vou brincar com Polis; amanhã vou brincar com Shopikins”, citando dois brinquedos de hoje em dia.

Mistureba saudável

Se você olhar bem a foto acima, com a brincadeira pronta para começar, vai ver que tem brinquedo, boneca, peça de todos os tipos. Coisas que elas ganharam de brinde, coisas de coleção, coisas que fizeram em casa ou na escola. Tudo junto e misturado. Começa aí, o brincar sem regras. Olha mais de perto:

Na minha época de criança havia crianças que não podiam misturar tipos de brinquedos: peças de montar, deviam sem brincadas com peças de montar; carrinho, com carrinho e assim por diante. Eu tinha uma amiga cuja mãe não deixava tirar o plástico que vinha em volta da cabeça da boneca, para não desarrumar os cabelos (!!!). Mas eu deixo meus filhos misturarem tudo na hora de criar a brincadeira. Já teve dinossauro no almoço da Poli e piratas do espaço levando o cachorrinho da Barbie para passear. Se neuras assim.

Então, veio o desafio do raciocínio. Minha filha queria instalar na casinha uma “iluminação” para a festa que iria acontecer. Qual o primeiro impulso do adulto que está brincando ou observando a brincadeira? Sair correndo para encontrar alguma coisa que servisse de lustre, buscar uma lanterna e encontrar um jeito de prender aquilo no teto da casinha.

Eu? Eu não fiz nada. Continuei olhando e deixando que ela pensasse sozinha. (E como isso é difícil, gente! Que vontade louca de ajudar! De mostrar o que ela podia fazer!!!)

Olha só a solução engenhosa que ela achou: pegou um sapato Shopkins e prendeu um chaveiro de brinde de aniversário, que tem uma lanterinha na boca, com o salto do sapato no telado da casinha. BRILHANTE!

Ela não precisou de cola, de barbante, de nada. Simplesmente se virou com o que tinha, encarou o problema de frente (sem pedir ajuda para a mamãezinha), raciocinou e resolveu o problema de forma criativa. Quantas e quantas vezes nós adultos não somos cobrados na dia a dia profissional a “pensar fora da caixa”; “se virar com os recursos que têm”; “resolver problemas de forma criativa”. Fala se não estou preparando minha filha para o futuro.

Resolver problemas pela brincadeira

Em seguida, ela precisava de uma caminha para os ursinhos dormirem juntos. Mais uma resolução: usou a geladeirinha do Shopkins e fez um beliche. Olha que fofo:

Às vezes nossos filhos criam estas soluções brilhantes e criativas durante a brincadeira e a gente não percebe o quanto de raciocínio e criatividade eles estão desenvolvendo assim. Eu aplaudi com orgulho minha filhota e vim correndinho contar isso para vocês aqui.

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