Um combate para estimular a imaginação das crianças


Estou estreando aqui nos posts com brincadeiras para crianças grandes. Ufa! Que responsabilidade! A Patricia Marinho fez um lindo post na semana passada com as melhores brincadeiras que ela fez, em quatro anos de Tempojunto, com a filha Carol, que vale à pena a leitura. E neste mesmo post, a Pat passa o bastão para mim, que agora já tenho o Pocoyo crescido, com 8 anos e muita energia para brincar.

Antes de contar sobre a brincadeira para estimular a imaginação que fizemos aqui em casa, acho muito importante escrever um breve parágrafo sobre a brincadeira com crianças mais velhas. Em geral, quando os filhos crescem, se tornam mais independentes e naturalmente passam mais tempo sem a nossa presença, brincando sozinho ou com amigos.

E nós viramos o regulador, o educador o restritor dos nossos filhos. E se nos limitamos a este papel, nos transformamos nos pais chatos e só isso; o que afasta e restringe a relação com nossos filhos. O mesmo acontece quando assumimos só o papel de “finaciador-motorista” das crianças.

Ter papel também em momentos de brincar, de jogos e descontração, traz a relação com seu filho para um nível de companheirismo e parceria, fundamental para a ponte de relacionamento na adolescência, por exemplo. Veja o que diz o especialista em desenvolvimento infantil, Lino de Macedo, em entrevista para o Tempojunto.

Batalha para estimular a imaginação

Num sábado desses, eu cheguei na sala e encontrei um cenário de batalha sobre a mesa de jantar. O Pocoyo e meu marido haviam pego peças de lego, peças de casinhas de madeira, dragões de brinquedo e bonecos de filmes do meu marido (sim, ele tem uma coleção de personagens do Senhor dos Anéis e do Pacific Rim e os dois se acabam de brincar) e criado um verdadeiro combate.

A brincadeira já começou a estimular a imaginação na hora da montagem. Os papos entre pai e filho sobre como seria a cidade, os prédios mais importantes, onde posicionar soldados de defesa era incríveis! Só aí, além de criatividade, tinha muito de estratégia, raciocínio, noção espacial e de construção.

O Pocoyo e meu marido passaram uma boa hora nesta minuciosa atividade de elaboração da cena épica! Tudo pronto, chegou a hora do confronto entre vilões e mocinhos. Combates que, aliás, eu acho super saudável para as crianças (meninos e meninas). São nestas lutas que colocamos as dúvidas e conflitos sobre o bem e o mal da vida.

A derrota e o reinício

E não pensem vocês que o Pocoyo quis fazer o papel dos defensores da cidadela. Ao contrário, ele empunhou os dragões que conseguiram derrubar parte da cidade, antes de serem abatidos.

Depois das batalhas, era hora de reconstruir a cidade e aguardar com defesas reforçadas o próximo embate.

Valeu ouro cada instante que eles passaram juntos nesta super brincadeira!

Ponte para adolescência

Quero encerrar este meu primeiro post oficialmente sobre brincadeiras “para crianças grandes”, reproduzindo um trecho que a Patricia Marinho escreveu em outro texto e que eu achei muito claro:

A máquina (a televisão, o computador, o celular) o substitui na relação lúdica com a criança. Em parte porque o adulto não tem repertório de brincadeiras. Mas também porque a gente não reconhece a importância de brincar.

No entanto, ao brincar com a criança mais velha, o adulto a empodera para lidar com situações da vida. A vitória ou derrota (no caso de um jogo), a superação, a persistência (até ganhar do adulto) e a celebração generosa (aquela que não humilha quem não conseguiu o resultado).

Quando o adulto mantém o tempo junto de brincar com a criança mais velha ele já está sedimentando o caminho para que o adolescente tenha prazer da companhia dos pais e dos adultos.

Então, nos acompanhe sempre por aqui para ter sugestões de brincadeiras para fazer com seu filho mais velho. Costumo dizer que brincar só muda de nome quando a gente cresce (vira “dinâmica” rsrsrsr). E para não perder nada, inscreva-se gratuitamente na nossa newsletter. Você recebe toda a semana um e-mail com nossas novidades.

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