A inteligência artificial não vai ser páreo para seu filho com a criatividade

A Inteligência Artificial vai ocupar muitos postos de trabalho. Isso é fato e já acontece. Mas tirando toda a ficção científica sobre este assunto, como é que seu filho vai conseguir superar uma inteligência artificial no futuro e garantir seu espaço?

Uma das preocupações que todos nós temos é sobre o futuro dos nossos filhos. E isso inclui dar oportunidades que possibilitem que eles façam suas escolhas quando forem adultos.
Muitos de nós investimos em cursos, escolas, atividades extras. E ainda sonhamos com uma profissão para as crianças. Então, chega a Inteligência Artificial ou IA e coloca tudo isso em risco. Será que nossos filhos vão perder para os robôs?
Nem informação, nem raciocínio, nem relacionamentos
Já sabemos que não venceremos um computador pela quantidade de informação que conhecemos.
As máquinas “sabem” mais, desde 1956 – considerado Marco Zero da IA – dados e mais dados são inseridos em IAs. Em 2007 este número chegava a 295 exabytes. Ou 295 bilhões de gigabytes. Isso é tanta coisa, que nem dá para colocar em números.
Mas podemos entender o resultado deste acúmulo de informação, quando digitamos qualquer dúvida em um buscador como o Google e temos uma resposta mais rápido do que qualquer pesquisa escolar.

Também não será raciocínio – as máquinas raciocinam mais rápido e, muitas vezes melhor.
Para se ter uma ideia disso, basta dizer que lá em 1997, um computador bem mais simples que seu celular venceu o melhor enxadrista da época, Garry Kasparov. Imagina quanto raciocínio um super computador não faz hoje em dia.
Sabemos quem é humano e quem é máquina?
Talvez, você acredite que a comunicação de humano para humano é algo que as máquinas não poderão imitar nunca. Engano.
Ainda em 1967, o computador Eliza foi a primeira “psicóloga” que respondia automaticamente por escrito.
Mas vamos voltar para os dias de hoje e você já tem sistemas que respondem quase como humanos, seja pelo Whatsapp ou na assistente do seu celular. Alexa, Siri, Lu do Magalu são exemplos disso.
Em reportagem da Superinteressante, o cientista da computação russo Roman Yampolskiy, professor da Universidade de Louisville (EUA) diz que: “O destino final (da IA) é criar um sistema superinteligente bem-controlado, capaz de nos ajudar com ciência, trabalho etc. Não precisa ser como um humano.” Tomara!

Onde somos melhores que a inteligência artificial?
Mas antes que você se desespere, vamos lá: seu filho pode vencer uma Inteligência Artificial em dois aspectos: na ética e na criatividade.
E ambas têm uma coisa em comum: a experiência individual.
Uma das características fundamentais para o desenvolvimento da criatividade é a experiência do indivíduo, formada por fatores tão únicos que a IA não pode reproduzir. A nossa vivência, a nossa cultura individual não é transferida/aprendida pela IA que temos hoje, que recebe sempre informações de forma geral da humanidade.
Então, quando falamos de criatividade, falamos de transformar o que existe em algo novo. Olhar para uma situação antiga e trazer uma nova solução. Enxergar de um ângulo diferente.
Ora, estatística e probabilidade podem ser derrotados pela surpresa criativa.
Pequenas percepções reais do dia a dia completam nossa capacidade de ser criativo – estas percepções não estão nas máquinas.
Aí está: seu filho vai vencer a inteligência artificial pela criatividade!!

Então, vamos falar sobre criatividade? Ou melhor, vamos colocar em prática com este e-book gratuito chamado 10 dicas de como ser mais criativo. Só clicar e baixar.
Para saber mais:
Ultron e a revolução da inteligência artificial | Nerdologia
Reportagem da Superinteressante – só haverá IA quando ela tiver falhas humanas