Paizinho, vírgula! O brincar de um pai apegado de verdade


Oi, eu sou o Thiago do blog Paizinho, vírgula! , onde falo sobre a criação com apego.

Paizinho virgula

Meu filho, Dante, nasceu em um lindíssimo parto domiciliar e, desde então, eu e Anne nos tornamos ativistas desta forma de orientar o vínculo e a criação com nosso filho. No blog escrevo mais sobre como tem sido essa aventura para mim, mas hoje, a convite do Tempojunto, estou aqui para compartilhar o como é o brincar e o tempojunto em casa. 

De maneira geral nosso dia a dia tem as brincadeiras mais espontâneas possíveis. Com dois anos e dois meses, o Dante já dá muitos sinais do que ele quer e procuro seguir a liderança dele. As brincadeiras saem daí. Ele começa e eu vou seguindo. A diferença é que, como adulto e pai, eu observo os “sinais” que  me indicam o que meu filho está buscando ou quais as necessidades que ele precisa. 

É simples e muito divertido. Um exemplo. Estávamos brincando na sala e tombamos com o encosto do sofá. Na hora ele senta sobre o encosto e me chama: “Vem papai, um avião!”. Então começamos a brincar de uma viagem de avião para pegar as estrelas. Dá para ser mais simples que isso?

Claro que quando ele era mais novo, eu diria que as interações era mais fácies porque era uma “relação de mão única”. Eu provocava as brincadeiras e atividades e ele me seguia, se estivesse no humor para isso. Estes momentos juntos são muito importantes porque é neste contato com o bebê, o “pele-a-pele”, o toque é que se desenvolve e fortalece o vínculo entre pais/cuidadores e as crianças. Conforme ele cresce, o foco muda, pois a criança passa a agir ativamente na decisão das atividades, mesmo inconscientemente. Se você der o tempo para observar e entender os desejos e necessidades dela, as brincadeiras continuarão sendo um momento de vínculo importante e de transformação positiva na relação de vocês.

Quebra-cabeças

Tem um caso muito legal que ilustra o que eu disse. Eu e a Anne acreditávamos que, com dois anos, o Dante ainda não teria jeito com quebra-cabeças. Ele sempre foi agitado e concentração não era o forte. Um dia, passando num quiosque de brinquedos, percebemos o interesse dele pelo jogo. Resolvemos dar a ele um quebra-cabeças de 8 peças. Foi incrível. Ele se concentrou, montou conosco e depois sozinho. É o brinquedo que mais tem gostado recentemente. Já passamos para desafios maiores, com 12 e 24 peças. Ele nos chama para montarmos juntos. Se não estivéssemos atentos, não teríamos suprido essa necessidade dele de construir e criar imagens.

Tempojunto

Sem dúvida para a brincadeira funcionar é preciso tempo junto com a criança. É preciso ter o ócio criativo para observar, perceber o ritmo, as necessidades, e sugerir as atividades. Mas tempo é uma questão de ordenação de prioridades. Cada um tem sua realidade, e isso tem que ser respeitado. No meu caso, quando o Dante nasceu, ele passou a ser a prioridade na minha vida.

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E tudo compensa. Com a brincadeira, o vínculo é fortalecido. É na brincadeira que a gente se encontra. Eu sempre fui muito brincalhão com ele, e desde pequeno o Dante sabe (porque criança é muuito inteligente) que se ele quer brincadeira, bagunça, diversão é comigo. Quando ele sabe que se precisa de um carinho, um afago, um mimo (quando se machuca, por exemplo) ele busca a mãe. :). É ótimo estarmos juntos em algo que a gente ama.

Papai apegado

Além do quebra-cabeça, outra brincadeira preferida nossa é o Lego. A gente gosta de brincar bastante junto. Foi o primeiro brinquedo em que percebemos uma capacidade de concentração maior dele. É como se pudéssemos construir nosso próprio universo juntos. Além disso, Lego é um brinquedo da minha infância, o que deixa tudo mais gratificante.

Ainda é cedo para avaliar o quanto a brincadeira tem contribuído para o desenvolvimento do Dante. Ele é pequeno. Mas vemos, por exemplo a evolução do quebra-cabeca que já falei. Também percebemos que brinquedos que ele joga no chão, ignora talvez seja simplesmente porque aquilo não oferecia a ele um desafio interessante. Então, temos mais cuidado e observação ao escolher e oferecer o que ele precisa.

Quando a gente fala de criação com apego há alguns princípios que defendemos e a brincadeira pode ser incluída em dois deles: o contato afetivo. O quanto é importante a criação de vínculos entre a criança e seus pais ou cuidadores. Isso vai do contato físco mesmo; o pele a pele, e a brincadeira proporciona isso. Esse contato para o bebê e para a criança é muito importante. O cuidado sensível, porque o brincar é uma necessidade da criança. Ele descobre o mundo juntos através do brincar. E se você percebe as necessiddes dele, verá que o brincar é uma necessidade e estar junto neste momento é importante.

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Se há alguma diferença entre aqueles que partilham a criação com apego talvez seja o olhar no momento do brincar. Quando eu chego em casa para brincar com o Dante, não é por obrigação, ou porque precisa desenvolver alguma características. Mas porque é legal, eu tenho prazer e sei que está fazendo bem para nossa relação para o vínculo que estamos criando. E em breve terei mais uma oportunidade de expandir os horizontes do brincar, com o irmão do Dante, que chegará em breve. E com certeza irei me surpreender.

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