Você já tem o que é preciso para fazer a diferença na vida dos seus filhos


Aqui é a Patcamargo em mais uma quinta-feria que conversamos sobre a sua relação com seus filhos. Diferente dos outros dias, estas quintas-feiras do mês não têm dicas de brincar ou brinquedos. Mas são nestes textos que a gente bate um papo a respeito das crianças. Desta vez o assunto é não perder o precioso tempo (muitas vezes pouco) que você tem com seu filho com distrações desnecessárias. Só isso já é o suficiente para fazer a diferença na vida deles.

Este texto originalmente foi publicado no blog do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, uma das referências em tratamento infantil.

Quanto mais eu estudo sobre desenvolvimento infantil, e pratico em casa minhas descobertas com as minhas filhas para poder fazer o Tempojunto, mais eu percebo o quanto podemos fazer diferença na vida dos nossos filhos com algumas atitudes simples.

Outro dia eu estava numa sala de espera de um laboratório e uma mãe começou a falar para a sua filha de menos de 2 anos “Filha, mamãe já falou, fica aqui sentada do meu lado”. Olhei para a mãe e ela voltou a mexer no celular.

Sem querer fazer juízo de valor, já que não sei que aquela mãe é sempre assim ou se ela estava resolvendo alguma coisa realmente importante, aquele cena mexeu comigo.

De um lado, por ela não saber que esperar que uma criança de menos dois anos não queira explorar um ambiente novo e queira ficar sentada “comportada”, sem nenhum objeto lúdico que a entretenha, é praticamente impossível. Uma criança na sua Primeira Infância, período que vai da gestação aos 6 anos, não só precisa como deve explorar os ambientes que as cerca.

De outro, por ver como era um desperdício de oportunidade ver aquela mãe olhando no celular enquanto a criança ficava sozinha, do seu lado, como se nem estivesse ali. Que pena.

O que aquela mãe, e todos nós, podemos fazer para ajudar o desenvolvimento das nossas crianças?

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1- Olhe: Olhe no olho do seu filho enquanto interage com ele. E mais procure perceber o que chama a sua atenção. Use o seu ponto de interesse para iniciar uma conversa, mesmo que ele não seja capaz de falar ainda

2- Deixe a criança liderar o momento: Você pode ter pouco tempo de contato. Por exemplo, 10 minutos da troca de roupa na parte da manhã. Siga o ritmo definido pela criança. Sorria para o suas gracinhas, cante uma música, responda às perguntas.

3- Converse: Mesmo que seu filho seja pequeno e ainda não responda com palavras, suas expressões e gestos são a sua forma de se comunicar. Quanto você responde aos seus gestos, a criança se desenvolve e o vínculo se fortalece. Continue conversando na medida em que ele cresce.

Se, em lugar de reclamar da falta de tempo, você deixar a culpa de lado e aproveitar o tempo que tem, vai demonstrar para seus filhos que eles importam, e isso vai fazer toda a diferença.

Como eu disse, todo mês tem um papo aqui para pensarmos sobre nossa relação com as crianças. Se você não quiser perder, inscreva-se na nossa Newsletter. Ela é gratuita e você recebe semanalmente um e-mail com nossos textos.

4 Comentários

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  1. 1
    Susana Souza

    Observo isso no meu dia a dia também. Pais cada vez mais ocupados e querendo que os filhos pequenos se enquadrem em suas regras. Fico realmente chateada quando me deparo com essas cenas tão comuns. Cuidemos da infância !!!!

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