A volta ao trabalho


A Denise, que é leitora do blog, me pediu para contar como foi a volta ao trabalho. A resposta é… Foi bem diferente da primeira gravidez.

Na primeira gravidez eu estava em outro momento da vida pessoal e profissional e devo confessar que no fim da licença eu já estava doida para voltar a trabalhar. Teve um dia em que meu marido chegou em casa e tudo o que eu fiz foi reclamar do porteiro por conta de uma coisa que, depois, percebi ser uma enorme besteira. Meu marido olhou para mim e disse, com muito tato, “tenho a impressão de que você está precisando voltar a trabalhar. Ficar o dia inteiro em casa não está fazendo bem a você.” E era verdade: ficar com a Carol era o máximo, mas a rotina da casa era sufocante.

Arrumei a vida e voltei a trabalhar tranquila porque estava deixando a Carol bem assistida em casa com a babá. Consegui me organizar e continuei amamentando até ela fazer 9 meses. Além disso, dediquei boa parte do meu tempo a ler e pesquisar tudo sobre bebês para entender o que eu poderia fazer para ajudar no desenvolvimento da Carol. Eu sempre fui planejada e com as meninas essa característica se eleva a máxima potência! Então eu planejava uma rotina de atividades que Carol podia fazer com ou sem mim e ia deixando instruções para a babá.

Me ajudou muito a conversa com a minha pediatra, quando eu cheguei chorando na consulta em que percebi que meu leite não era mais suficiente.

– Patrícia, você é uma executiva numa cidade como São Paulo. Não fique achando que não conseguir ficar o tempo todo com a criança ou não amamentar o mesmo tempo que sua mãe conseguiu são fracassos. Veja, você ama sua mãe?
– Claro! – eu respondi
– Você se lembra se foi ela que te deu todos os seus banhos e trocou todas as suas fraldas?
– Não tenho ideia.
– Pois é! Você não precisa estar presente todo o tempo e fazer todas as tarefas para a sua filha se sentir amada. Sua filha precisa da segurança de um lar saudável e com uma rotina estabelecida para poder ficar bem. Chegue em casa, abrace ela bastante, deixe ela sentir o seu calor e coloque qualidade no seu tempo com ela. Ela vai ficar bem se você estiver bem.

Pelo resultado de como é a minha filha hoje, posso dizer que deu certo!

Agora, a vida é outra. Estou em outro momento profissional e tive o privilégio de, com a licença, curtir não apenas a Gabi, mas principalmente a Carol. Já tinham me avisado que a volta da licença do segundo filho era pior. Ter tido a chance de ver os detalhes da vida da mais velha foi ótimo e por isso a volta ao trabalho doeu mais. Aí percebo como cada caso é um caso e que cabe a cada um definir as suas prioridades. No meu caso, eu vou enfrentar o desafio de descobrir como ganhar a vida sem trabalhar tanto e ter mais tempo para elas. Isso vai certamente significar abrir mãos de coisas. Mas é só uma questão de tempo, organização e escolhas, para ficar tudo ajustado.

Ah! Antes que eu esqueça, fica aqui meu convite. Inscreva-se na nossa newsletter e toda semana você receberá nosso e-mail cheio de dicas e brincadeiras para curtir com seus filhos : )

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