Escritor Paulo Tadeu fala sobre a leitura e o humor pras crianças


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-Patricia Camargo –

Contar uma piada para uma criança não é nada simples. É preciso ter o tempo certo, observar muito bem sua audiência e dizer a palavra certa. Paulo Tadeu é um exemplo de escritor que tem vários livros brincantes baseados no humor. Seu principal sucesso é o “Proibido para Maiores”, um livro de piadas para crianças que ganhou vários irmãos. Nesta entrevista, ele fala sobre a editora Matrix, que criou para colocar seus próprios livros no mercado, sobre a criação dos livros-caixinha, que em si já são uma brincadeira de contar histórias e, claro, sobre a leitura e o humor para crianças.

Paulo explica nesta outra parte da entrevista como foi a criação dos livros-caixinha, que são na verdade, cartões com partes de histórias que as crianças montam como quiser, criando inúmeras variações. Veja que legal quando ele comenta sobre a reação dos pais e filhos.

Experiência ao vivo

Já que fazer piadas para crianças é uma arte, nada melhor que testar esta arte ao vivo. Paulo Tadeu é sempre convidado para apresentar um show no Risadaria, uma feira de humor que acontece anualmente em São Paulo.

Ainda na entrevista, o autor fala aos pais sobre como tornar seus filhos leitores: “Comprar muitos livros e ter critérios na escolha. O humor pode ser uma porta de entrada para a leitura. Se seu filho deu risada com um livro, ele se torna prazeroso. E a partir daí, você pode ficar tranquilo que ele lerá qualquer coisa no futuro , afirma. A dica é buscar livros que sejam relacionados com o que seus filhos gostam.

“E, claro, temos que falar da questão do exemplo. A criança faz o que ela vê os adultos fazendo. Ler perto dos filhos é importante para esta formação. Mas se você não é um leitor frequente, só o fato de ter um tempo junto para ler para seu filho já é um bom início da formação de um futuro leitor.”

O mercado e a concorrência dos apps

Na etapa final da nossa conversa, Paulo conta que tem percebido um crescimento no mercado de leitores mirins. “Eu vejo cada vez mais pais indo às livrarias, às feiras de livros. E lá os pais não são reticentes à compra de novos livros. É um ‘bom consumo'”. E continua: “O movimento em prol da literatura infantil tem funcionado. Podemos ver pelo crescimento também da literatura infanto-juvenil. Isso já é reflexo de uma geração anterior que foi incentivada a ler”.

Veja também qual a opinião do escritor sobre a internet e os aplicativos influenciando a experiência de leitura em papel.

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