O brincar livre de um bebê
O fato de eu ter um blog de atividades para pais e filhos passarem tempo juntos faz com que eu invista boa parte do meu dia em pesquisar e planejar brincadeiras. Por conta disso, é bastante comum eu ter sempre um plano sobre o que a Gabi vai brincar. Mas isto não significa que eu não pare para prestar atenção nos interesses dela. O brincar livre, sem planos, sem objetivos pré-definidos, que o Prof Lino de Macedo defendeu na sua entrevista para o Tempojunto vale também para os bebês. Em ocasiões assim, o importante é observar e aprender sobre o que a criança é capaz de fazer. Eu, pelo menos, acho simplesmente fascinante perceber que a cada dia ela desenvolve mais habilidades e aumenta sua compreensão do mundo e mais, que ela consegue demonstrar sua evolução através das brincadeiras.
Hoje eu quero compartilhar uma experiência que tive outro dia que foi simplesmente observar as brincadeiras da Gabi. Meu papel nesse tempojunto foi o incentivar quando ela me buscava com o olhar. Por longos 40 minutos ela ficou se divertindo usando os objetos que tinha por perto. Tudo começou quando ela encontrou o pote de canetinhas que a Carol havia usado mais cedo para fazer desenhos. De algum modo o pote com as canetinhas foi parar no chão da sala.
A Gabi achou muito interessante e resolveu explorar o conteúdo do pote. E pegar as canetinhas, uma de cada vez e depois todas ao mesmo tempo.
Logo ela começo a transportar as canetas, uma de cada vez, para a caixa de som que temos na sala. No passado talvez eu pensasse que ela não estava fazendo nada, e poderia até me aborrecer com a bagunça. Mas hoje entendo que com toda sua movimentação, aquele tira e põe de caneta, assim como o leva e traz para a caixa de som tinha um monte de aprendizados envolvidos: coordenação motora grossa (senta e levanta), coordenação motora fina (agarrar a caneta e tirar do pote), coordenação olho-mão (ir atrás do objetos que viu) e por aí vai.
No fim, pode parecer que ficou uma enorme confusão, as escolha dela de que cores pegar, onde colocar, tudo isso foi uma experiência para ela.
Quando ela se cansou de levar as canetinhas para lá e para cá ela encontrou as baquetas de bateria que temos em casa.
Se você segue o blog a tempos deve ter visto o post sobre usar colheres de pau para bater em potes de plástico. Desde então a Gabi percebeu que bater com a vara de madeira em coisas gera som.
E não é que ela resolveu sair batendo com a baqueta em vários lugares diferentes para ver o som que saía?
Depois da baqueta, foi a vez de transformar a bolsa da Carol em brinquedo. Tira, põe. Tira, põe… até eu perder a conta
Para terminar, não é que ela achou o pé de lata da Carol que passou a servir de também para ela? Pé de lata mais baqueta é igual a diversão garantida!
Ao todo, 40 minutos de brincadeiras e tudo o que eu tive que fazer foi deixar ela brincar, sem reclamar da bagunça e nem colocar limites para a imaginação da Gabi.
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