A importância do brincar: Anna Chiesa fala sobre como a sociedade vê a brincadeira


 

A Profa. Anna Maria Chiesa tem um currículo incrível. Possui graduação em Enfermagem pela Universidade de São Paulo, graduação em Habilitação em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Professora Associada do Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da EESUP. Realizou estágio Pós Doc junto à Florence Nightingale School of Nursing and Midwifery, King’s College London (2011). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase na Promoção da Saúde, Desenvolvimento Infantil, Saúde da Família, Saúde da Criança e Educação em Saúde. Consultora técnica da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

E é uma defensora da brincadeira para o desenvolvimento da criança. Por tudo isso ela é nossa entrevistada do mês na coluna Importância do Brincar.

Anna-Maria-Chiesa

Por mais que você já tenha lido e ouvido de outros especialistas nesta série de entrevistas, eu acho fundamental que a importância de brincar para o desenvolvimento da criança seja um assunto sempre explorado. “A brincadeira é um passaporte para a criança conhecer o mundo”, explica Anna Maria. E outro detalhe que ela destaca é que o lúdico deveria continuar fazendo parte do adulto. Eu, então, pergunto a você que está lendo: Você já brincou hoje?

E, afinal, o que aconteceu para nós pais de hoje termos nos esquecido ou desconhecermos a importância de brincar com as crianças? E eu fui mais além, perguntando também se a brincadeira acontecia mais antigamente porque não havia outra coisa para as crianças fazerem. A resposta da Anna Chiesa: “Se brinca porque a brincadeira é uma necessidade essencial do ser humano”. Veja o que mais a especialista afirma, inclusive sobre a validade do brinquedo comprado.

Qual é o tempo que o tempo tem

Anna tem a convicção que o tempo é o fator que mais interfere na relação da sociedade com a criança, num âmbito macro, e no dos pais com os filhos no dia a dia. Em sua opinião, é preciso resgatar o valor do tempo livre para que as relações sejam mudadas e as atividades como a brincadeira retomem seu lugar de importância para adultos e crianças.

E é isso mesmo. Anna deixa claro que se decidimos por ter uma criança em casa, temos que considerar abrir mão de algo para criarmos o processo de brincar com tempo. E este processo é bom para adultos também. E qual o caminho para mudarmos esta situação? Dois caminhos parecem ser importantes de serem seguidos juntos: a conscientização das famílias e a mudança dos valores da sociedade. Veja a opinião da especialista.

Com estas medidas, mesmo o adulto que não está em contato com uma criança poderá ter a clareza da importância do tema e poderá se posicionar perante a sociedade.

O projeto Nossas Crianças, Janelas de Oportunidades ganha espaço

Como consultora da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), Anna tem contato com várias ações e projetos Mãe Coruja Pernambucana, Família que Acolhe (Boa Vista), Arapiraca Garante a Primeira Infância, Cresça com seu Filho (Fortaleza) e São Paulo Carinhosa, entre outros, que as instâncias governamentais estão abraçando a causa da primeira infância. “Esta chamada para a importância de criar espaços públicos e regular do ponto de vista de políticas públicas as necessidades da primeira infância está acontecendo e será notada em futuras pesquisas sobre o assunto”, conta a especialista.

O projeto Nossas Crianças, Janelas de Oportunidades é um destes exemplos e foi desenvolvido para levar aos agentes de saúde básica da família técnicas e estratégias que instrumentalizam estes profissionais a observar e dialogar com as famílias sobre a primeira infância. “A proposta é encontrar oportunidades para potencializar a saúde, em lugar de só tratar os problemas depois que aparecem”, explica Anna.

A necessidade e importância de brincar perpassa classes sociais

Anna Chiesa confirma que aqui ou em qualquer lugar do mundo um bebê nasce com a necessidade de brincar. E cada cultura tem resolvido esta questão de diferentes maneiras. O trecho abaixo da entrevista é um pouco mais longo, porém muito rico. Anna fala desde a diferença de riscos aos quais as crianças estão expostas tanto na alta quanto na baixa renda com relação ao brincar. Ela também fala sobre os aspectos fundamentais para a brincadeira como instrumento de desenvolvimento: alguém para interagir, um ambiente apropriado e o estímulo correto.

 

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