Quem quer brincar de ler? Estes super escritores infantis brincaram com a gente em 2015


Sim, já estamos no final de janeiro e agora eu (Patcamargo) venho com uma retrospectiva? Explico: quando fiz a lista dos autores de livros para crianças com os quais conversamos em 2015, ficamos tão felizes que resolvemos deixar mesmo para depois das férias escolares. Assim, você teria mais espaço para dar uma pausa e ler cada coisa bárbara que eles disseram. Além disso, agora é hora de comprar os livros de leitura da escola. Que tal optar por algum destes escritores infantis aqui?

Começamos 2015 falando de humor para crianças. Este não é um assunto simples, já que a piada infantil precisa ser compreendida por um público que não se espanta com o absurdo. Ao contrário, convive com ele de forma super natural. Paulo Tadeu, autor do reconhecido Proibido para Maiores, figura carimbada do Festival Risadaria, em São Paulo, onde se apresenta fazendo humor para as crianças, explica como é esta arte do humor infantil.

No mesmo mês, eu tive a grata surpresa de bater um papo com Ilan Brenman. Talvez você o conheça como colunista da revista Crescer. Mas se você ainda não leu Até As Princesas Soltam Pum, O que cabe num livro, Gabriel ou Mamãe é um Lobo, leia com seus filhos. Vale à pena. Como também vale ler e ouvir a entrevista com o escritor que tem o compromisso de não tratar a criança como idiota em suas obras e tem uma consciência incrível da importância da brincadeira para as crianças e de como a relação da criança com o livro precisa ser brincante.

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A brincante e a tradição oriental

Outra pessoa que não só transforma a brincadeira em poesia nos seus livros, mas também transborda uma alma brincante no seu dia a dia é a escritora Patricia Auerbach. Autora dos livros “O Jornal” e “O Lenço“, que eu uso demais com meus filhos para inspirar brincadeiras, ela contou como o brincar é importante para fortalecer o vínculo entre pais e filhos.

Uma delícia de entrevista que mais pareceu conversa de comadres, mas com muita informação. Se você já conhece o trabalho da Patricia, seu mais recente livro Coisa de Gente Grande – também sem palavras como os outros – é de emocionar os adultos.

Já a autora e ilustradora Lúcia Hiratsuka conheceu na infância aquela brincadeira de quintal, de interior, de pé descalço. Unindo isso às lembranças de sua avó e dos costumes orientais, surgiram vários livros de contos infantis. Um deles, Orie, foi escolhido pela revista Crescer como vencedor do prêmio Monteiro Lobato, como o melhor livro infantil de 2015.

Livro Brincante- Lucia Hiratsuka - Memorias do oriente embaladas em contos infantis - lucia com os livros

Na entrevista, Lúcia explicou porque é tão importante para o mercado de livros infantis que nós pais passemos a consumir mais livros para as crianças, seja comprando ou em bibliotecas. E se você tem bebês em casa, é legal saber como anda a qualidade dos livros para crianças até 2 anos que estão no mercado.

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Esta aí em cima é a Ieda de Oliveira, cujos livros retratam uma explosão de sentimentos e mudanças, típicas do crescimento. Sua entrevista falou muito sobre como as crianças podem encarar as transformações que acontecem com o passar dos anos. Além disso, a autora tem uma coleção muito legal baseada no folclore nacional.

A mais recente conversa que tivemos foi com os premiados Lalau e Laurabeatriz, ele escritor, ela ilustradora e parceiros em mais de 40 títulos, muitos deles altamente recomendados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O principal tema que permeia as obras da dupla é o meio-ambiente. “Nesse mundo em que vivemos hoje, planeta Terra, é impossível não nos preocuparmos muito com o meio ambiente. Usar esse tema em nossos livros não deixa de ser uma maneira de lutar para melhorar a vida do nosso planeta”, explicou a ilustradora em uma entrevista para o site Educar para Crescer, em 2010. Cinco anos depois, o assunto continua atualíssimo.

A brincadeira na forma de poesia de Lalau e Laurabeatriz capa

Lá na entrevista, tem vários livros dos autores como sugestão. Um mais legal que o outro.

O digital e o novo

Durante o ano nós também conversamos com autores que estão em seus primeiros trabalhos, ou apostando em mídias diferentes para levar a leitura a um número cada vez maior de pessoas.

Um exemplo muito legal é o escritor Marcelo Jucá. Seu primeiro trabalho, A Coleção de Maya, foi concebido e editado na forma de e-book. No nosso papo, ele fala sobre este novo mercado, o formato digital e as questões que sempre existem quando um novo tipo de produto chega. Nosso papo também foi para um outro aspecto da vida do Marcelo: a de pai da Maya, e como ele adaptou sua rotina para estar mais presente na vida da filha.

Para quem quer conhecer novos autores e livros muito legais que estão no mercado, vale acessar as conversas que tive com a Janine Rodrigues e sua Pirapora (que também é um trabalho social incrível), o André Mancini, o Ney Megale e o Ricardo Girotto.

A música infantil também esteve por aqui

Eu não posso encerrar este post citando três feras da música infantil que também estiveram no blog. As entrevistas com o André Mehrmari, que fez o MPBaby, da Bia Bedran e da Fortuna (do espetáculo Tic Tic Tati) estão incríveis e merecem serem lidas novamente. Até porque, eu tenho certeza que você quer saber o que, afinal, acontece neste mundo da música infantil.

Se você tem alguma sugestão de autor ou artista que seja relacionado com o mundo infantil, sugere aqui prá gente. Será muito legal compartilhar estes gostos com vocês.

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