Brincadeira de força e equilíbrio criada a partir da imaginação


By patcamargo

Tem algumas brincadeiras que eu faço com meus filhos em casa, ou deixo que eles façam, que eu só tenho coragem de postar aqui no blog algum tempo depois. Explico: é que eu valorizo muito experiências mais físicas na hora de brincar e acabo incentivando brincadeiras que as pessoas podem considerar perigosas, dependendo da idade. Uma delas é a de aranha na porta.

Cambalhotas, saltos, escaladas em morrinhos ou montes e terra ou na rampa de skate, são alguns exemplos de brincadeiras que as crianças fazem desde 2 anos. Claro, que eu me preocupo e fico sempre de olho, reduzindo os riscos. Mas sempre escapa um escorregão, um arranhão, uma cabeçada no chão. Mas chega uma hora que a gente precisa respirar fundo e liberar a moçadinha para experimentar seus limites. Até agora, ninguém quebrou nada.

Esta história de escalar o batente da porta começou com o Pocoyo quando ele tinha 2 anos – sério! Ele mal cabia na largura da porta, mas vivia tentando se grudar para subir. Com 3 anos, a imaginação tomou conta da brincadeira e ele imitava um monstro gigante ou um polvo medonho e a fantasia rolava solta. Eu ficava lá, meio orgulhosa, meio assustada. Meio querendo segurá-lo, meio deixando para ver até onde ele conseguia subir.

No começo, não passava de 20 centímetros do chão. E ele ficava tão feliz, mas tão orgulhoso de conquistar sua escalada, que eu fui deixando.

A incrível espuma de sabão que não deu certo_henrique_calça_vermelha

Nesta foto aqui em cima, ele está com 3 anos. Olha o tanto que ele subia! Confesso que não sei como! Daí a brincadeira mudou um pouco. Além da parte de imaginação, dos monstros escalando prédios imensos, de dinossauros agarrados em ônibus ou de polvos nos mastros dos navios, o Pocoyo começou a testar quanto tempo ficava ali, pendurado feito morcego. “Mamãe, passa por baixo”, ele dizia. E eu passava, só vendo a hora em que ele iria cair na minha cabeça rsrsrsr!

Variações no mesmo tema

E quando as irmãs quiseram passar na ponte humana? Engatinhando primeiro, depois andando. E eu meio colocando a mão, meio acelerando os passos delas, antes que meu filho despencasse nas irmãs.

A incrível espuma de sabão que não deu certo_henrique_mais-_velho

Hoje ele cresceu, está com 7 anos. Mas a brincadeira continua, sempre com um desafio a mais. Agora ele já escala e gruda na parede mesmo e chega até quase o teto; e quando um amigo vem em casa, eles competem para ver quem chega mais alto e consegue resistir por mais tempo. E eu? Ora, meio aplaudo, meio incentivo e meio jogo uns almofadões onde os amigos estão pendurados, né? Afinal, a integridade deles é minha responsabilidade aqui em casa ;)

A incrível espuma de sabão que não deu certo_guilherme_escalando_paredes

Com o tempo, vou começar a pedir que o Pocoyo teste outras posições no batente, além do X. Ele nunca pensou nisso eu acho que pode ser um próximo passo para esta brincadeira de força e equilíbrio, que começou com a imaginação fértil de um menininho de 2 anos.

Ah! Eu chamei a brincadeira de “homem-aranha” no título da capa para facilitar o entendimento de todos, mas preciso ressaltar que em casa os super-heróis têm menos vez que monstros, dinos e alienígenas!

Não sei se você já sabe, mas aqui tem brincadeira nova diariamente. Para você não perder nada, faça parte da nossa lista da Newsletter e receba um e-mail semanal com tudo que postamos no Tempojunto.

+ Seja o primeiro a comentar

Comente

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.