O brincar na visão de um ícone da brincadeira criativa

O brincar na visão de um ícone da brincadeira criativa


Lego. Só a menção desta palavra já desperta a atenção de quase todo mundo. Entre os posts mais curtidos e acessados por aqui sempre tem Lego envolvido. Na seção de Organização da Casa do Facebook do Tempojunto, as dicas mais concorridas são aquelas que envolvem organizar, conservar e acondicionar peças de Lego. Tudo isso porque a Lego se tornou, ao longo dos anos, ícone da brincadeira criativa. Daí você pode imaginar como ficamos encantadas com a possibilidade de conversar com o gerente sênior de projetos e programas da Fundação Lego, Diego Adame.

A entrevista foi conduzida pela Patricia Marinho e está em espanhol, mas o Diego conversa bem pausadamente, então é possível entender direitinho o que ele fala.

Começando pelo começo, nossa primeira pergunta foi como a Lego define o brincar e a brincadeira. Diego responde que eles preferem não definir o que é uma brincadeira, mas eles identificaram características que deveriam fazer parte dos momentos da brincadeira: ter a criança liderando o brincar, ser um adulto envolvido com o momento de brincar, ter em mente que se uma brincadeira for muito difícil para o momento de desenvolvimento da criança, ela irá desistir. Sendo, por outro lado, muito fácil seu filho ficará entediado rapidamente. “A criança precisa daquele incentivo para ir além”, afirma Diego. Mas é melhor assistí-lo explicando tudo isso.

Um dos objetivos da Fundação Lego é mostrar que um estado de espírito lúdico ou brincalhão é mais propício para a aprendizagem. E brincar é uma atividade que provoca um estado lúdico da mente. Por conseguinte, aprendizagem por meio do brincar é o processo de aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes neste estado lúdico. “É a maneira mais surpreendente e criativa de aprendizagem”, explica Diego. Veja como nosso entrevistado define o envolvimento da criança na brincadeira e a interação durante o brincar como aspectos importantes que devemos dar atenção.

O espírito lúdico é melhor que a brincadeira

Pode soar estranho a frase acima, mas dá para explicar. Porque a Lego define o aprendizado focando no estado lúdico de espírito, em lugar da brincadeira em si? É porque a gama de atividades que podem ser descritas como brincadeira é muito ampla e aparentemente interminável. Por isso, duas pessoas podem se envolver com exatamente a mesma atividade e divergirem sobre classificá-la como brincadeira ou não. “Mas enquanto temos dificuldade de classificar uma brincadeira, sempre sabemos quando a experimentamos por nós mesmos. Este brincar que facilita a aprendizagem é justamente este que nos faz sentir brincante”, esclarece Diego.

Ainda com este conceito, a Fundação Lego classificou 5 tipos de brincar em seu relatório The Future of Play (O Futuro do Brincar, numa tradução livre). É bem legal conhecer os tipos de brincadeiras, não só porque você gosta de termos mais acadêmicos, mas porque conhecendo os tipos de brincadeiras podemos variá-las quando estamos brincando com nossos filhos. E assista como o Diego explica os tipos de uma forma tranquila para entendermos.

De cara, trago o trecho da entrevista na qual Diego responde sobre o nosso papel nos momentos em que brincamos com nossos filhos. Neste vídeo, o Diego dá dicas muito boas de perguntas que podemos fazer para nossos filhos para estimular a criatividade durante, por exemplo, uma contação de histórias.

A Lego é uma empresa referenciada no Brasil com a brincadeira criativa, o brinquedo que proporciona o desenvolvimento da criatividade, imaginação, inteligência. Po isso, achei importante perguntar ao Diego como eles enxergam o fenômeno dos jogos e aplicativos eletrônicos e como eles influenciam no brincar das crianças de hoje? Veja a resposta.

No relatório Future of Play um dos achados analisa o futuro da brincadeira como algo que está sendo fortemente influenciado pela forma de vida moderna e principalmente urbana. Algumas brincadeiras já estão até “extintas”, porque não houve a tradição de passá-las de “pai para filho”. Então a Patricia perguntou ao Diego, afinal, qual o futuro da brincadeira?

O último tópico da conversa do Tempojunto com o gerente da Lego foi sobre a forma com que a Fundação Lego está trabalhando para divulgar a importância da brincadeira para as crianças e a sociedade. Perguntamos quais os argumentos que há em favor do brincar, se podemos pensar em uma revolução brincante? E quais os caminhos para trazer o brincar como atividade fundamental novamente para a criança? Muita coisa? Pois o Diego tirou de letra, respondeu tranquilo e super direto.

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