Importância do Brincar: Bruno Garcia fala sobre sua relação com a brincadeira na vida, na paternidade e no trabalho


Talvez você conheça Bruno Garcia de seus trabalhos para a Rede Globo (na data deste post ele havia estreado como Aristides na série Nada Será como Antes). Entretanto, ele tem um longo currículo de peças de teatro, atividade que ama, e que começou aos 15 anos, com o infantil Hipopocaré, baseado no livro de Antonio Guinho. E foi o teatro que nos aproximou de Bruno. A peça O Livro de Tatiana esteve em cartaz até o mês de agosto em São Paulo, numa temporada muito bem sucedida e com excelentes críticas.

Entrevista com Bruno Garcia - foto para post

Na peça, também escrita e dirigida por Bruno, ele conta como Tatiana passa, ao completar 11 anos, pela transição da infância à adolescência, por meio de um livro que realiza os desejos mais incríveis da menina. Então fomos perguntar ao Bruno como é a relação dele com a infância, a brincadeira e a paternidade.

Trabalhando desde os 11 anos, o ator poderia ter passado por uma infância com poucos momentos de brincadeira. Não foi o caso. Neste primeiro trecho da entrevista, Bruno Garcia conta que foi, sim, uma criança brincante e explica como a brincadeira tinha já um viés diferente na sua infância.

As crianças de ontem e as de hoje

Como ator, ele teve oportunidade de acompanhar o público infantil durante seus primeiros trabalhos, ainda criança. Depois mais jovem, com as peças Mogli e Ver Estrelas (respectivamente de 1992 e 1995), e agora novamente com O Livro de Tatiana. Neste trecho da entrevista, Bruno comenta como ele percebe mudanças nas crianças durante estas décadas, ou se somos nós adultos que mudamos nosso jeito de lidar com elas. “É claro que há um amadurecimento delas e o contato com a tecnologia, mas as crianças continuam crianças e antenadas com tudo que nós apresentamos a elas”, conta. Ele também aproveita para falar sobre a relação dele como pai e as decisões tomadas, por exemplo, no momento em que a filha começou a usar um celular.

Uma coisa que eu achei muito legal na resposta do Bruno é como as crianças, no papel de espectadores, interagem positivamente quando assistem um trabalho bem feito e elaborado.

Paternidade abraçada plenamente

Claro que eu quis saber como o Bruno Garcia é como pai. Hoje, sua filha Bella já é uma adolescente de 16 anos e ele contou, em uma entrevista, que quando ela nasceu, uma das coisas que disse para a ex-esposa é “Vamos nos preparar para a adolescência”, porque esta é a parte mais delicada da educação dos filhos. Você verá neste trecho da conversa que Bruno não escolheu o caminho mais fácil e, ao contrário, abraçou a paternidade.

“Fiz questão de fazer parte do cotidiano da Bella na rotina de escola, lição de casa e outros detalhes do dia a dia que podem passar longe de mim se eu só convivesse com minha filha aos finais de semana”, conta Bruno. Neste trecho da entrevista, o Bruno contou como é o dia a dia desde quando a filha era criança, a coordenação da agenda de ator, os valores, o envolvimento como pai, a questão de guarda compartilhada e o momento que a brincadeira faz parte do cotidiano deles.

Se na peça, a personagem Tatiana tem 11 anos, como será que foi a infância da menina e o que isso influenciaria na passagem pela adolescência. Bruno conta como foi a concepção da personagem, inicialmente inspirada na Mafalda, de Quino.

Fechando nosso papo (ahhhhh!), perguntei a Bruno o que era brincadeira para ele. “Algo que deveria ser eterno” é um pequeno resumo de uma resposta cheia de reflexão. Dá uma olhada e veja se não tenho razão.

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    'Por que brincar é importante' na opinião de 7 especialistas

    […] "A brincadeira é algo que deveria ser eterno", defende Bruno. Como ator, ele teve oportunidade de acompanhar o público infantil durante seus primeiros trabalhos, ainda criança. Depois mais jovem, com as peças "Mogli" e "Ver Estrelas" (respectivamente de 1992 e 1995), e agora novamente com "O Livro de Tatiana". Diante dessa experiência, o ator comenta como ele percebe mudanças nas crianças durante estas décadas, ou se somos nós adultos que mudamos nosso jeito de lidar com elas. “É claro que há um amadurecimento delas e o contato com a tecnologia, mas as crianças continuam crianças e antenadas com tudo que nós apresentamos a elas”, conta. Leia a entrevista completa aqui. […]

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