Tempojunto responde: o “ultimate blaster” mini-guia com todas as respostas às dúvidas sobre como brincar melhor


Ufa! Digamos que eu me achei ao escrever este título, não é mesmo? Afinal, quem sou eu para responder tudo isto. Prazer, eu sou a Patcamargo, mãe de três filhos, sócia aqui no Tempojunto, jornalista, brinquedista e já tive a honra de ser chamada de educadora. Estudo muito sobre desenvolvimento infantil. Mas o que me levou a achar que eu poderia responder as principais dúvidas que recebemos todos os dias no Tempojunto e numa pesquisa que fizemos com o pessoal que nos acompanha pela Newsletter do Tempojunto (mais de 400 respostas!) é que eu pergunto muito e escuto muito.

Com isso, tive a oportunidade de entrevistar e conversar com gente muito legal – estes, sim, especialistas em desenvolvimento infantil, brincadeiras e educação, gestão de pessoas – que já responderam a várias das questões que temos sobre nossa relação com os filhos por meio da brincadeira. Em outras questões, eu vou colocar um pouco da minha experiência e da Patricia Marinho desde que o Tempojunto começou. Mas o mais importante é que no final deste post, o que você terá são diretrizes, ideias, sugestões. Mas quem traça o caminho de como brincar melhor com os filhos é você, conforme a sua realidade, ok? Bóra lá.

Como conciliar a rotina com a brincadeira

Começo com as palavras da Patricia Marinho que forma um dos pilares do Tempojunto: “Resolvi para de reclamar da falta de tempo e fazer do tempo que eu tinha o melhor possível”. É isto. É fácil? Não, de forma alguma. Mas tem tanta gente neste mesmo barco, que juntos é possível encontrar soluções. Quase 80% das pessoas que conversam conosco, comentam que equilibrar as tarefas de trabalho, casa, filhos, vida social é bem complicado. E é mesmo. Porém, reclamar não vai adiantar nada. Então, o melhor mesmo é colocar a mão na massa, quebrar paradigmas e compartilhar o que há de informação disponível.

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Isso porque, a agenda de tarefas que precisa ser organizada é a sua, não dos seus filhos. As empresas por onde passei, e outras tantas com as quais trabalhei como freelancer ou consultora, investem muito em cursos de gestão e organização pessoal dos seus funcionários para que eles consigam colocar as tarefas de forma mais prática para que se dediquem ao estratégico. Dois exemplos que existem e deveriam fazer parte do dia a dia de qualquer pessoa.

O primeiro é que você deve elencar as coisas do dia em três categorias: urgente, importante e rotina. Você deve dedicar a maior parte do seu dia para o que é importante (assim, eles não se tornam urgentes), resolver 2/3 dos urgentes, negociar 1/3 das urgências para que se tornem só importantes, delegar a maior parte da rotina.

Exemplificando, você tem noção de quanta coisa podemos comprar pela internet, cada vez com mais segurança, o quanto podemos nos beneficiar dos serviços de entrega e que dá até para conversar com o comerciante da sua rua para que ele programe suas compras? Recentemente, descobri que há um serviço de entrega de pães fresquinhos em casa diariamente. O custo final é R$ 1,00 a mais que comprar o pão na padaria. Só que, no meu caso, este R$1,00 significa que eu posso acordar 30 minutos mais tarde, sem tirar o carro da garagem (a padaria é longe de casa), acordar meus filhos com mais calma e ter tempo de conversar com eles, sem ficar apressando-os loucamente para sair de casa no horário. E eu tenho 3 filhos para arrumar de manhã para a escola. O R$1,00 a mais compensa muito. Às vezes, só para não perder ou para ganhar um cliente, a padaria da esquina da sua casa pode fazer esta entrega de graça.

O que você pode delegar?

Segunda máxima: 80% do que você faz no dia é menos relevante para seu futuro como ser humano. Mas tem 20% que é essencial. Quanto tempo você passa no Facebook/Snapchat/Whatsapp por dia? É relevante tanto assim? Não dá para abrir mão de 15 minutos? 15 minutos é o tempo de uma brincadeira com seu filho.

O que vale mais, investir tempo agora mostrando a seu filho, pela brincadeira junto com ele, valores de socialização, respeito, paciência. Ou despender o dobro do tempo (e muitas vezes do dinheiro) com o futuro adolescente que desconhece os valores da vida?

Qual seu 20% essencial?

Há inúmeros sites de organização de casa, do escritório, da rotina que facilitam demais a vida da gente e poupam desperdício de tempo. Pode buscar na internet e adote-os. Mas já aviso por experiência própria: isto exigirá quebra dos seus paradigmas mínimos. Às vezes só uma mudança na forma como você limpa a casa já vai fazer diferença. Ou pesquisar o melhor caminho para ir de um lugar ao outro no trânsito. Há quanto tempo você faz tudo igual?

Tem uns vídeos nossos aqui que ajudam a criar coragem para fazer diferente.

Ainda sem tempo

Não vou me alongar aqui, mas convido você a ler outro Tempojunto Responde, que tem muitas dicas nossas e de especialistas para ajudar você a olhar o tempo de outra maneira.

Tempojunto responde - tempo de brincar - capa

Não conheço brincadeiras e como brincar conciliando mais de um filho

Comecei com este vídeo da Dra. Ana Escobar, pediatra, consultora da revista Crescer e do programa Bem Estar (Rede Globo) para que você perceba que, com ou sem você, o mais importante é deixar seu filho brincar. E quero deixar claro que brincar é diferente de uma porção de atividades lúdicas que enchem a agenda da criança. É brincar. Veja abaixo.

Como disse a psicoterapeuta familiar, Natércia Tiba, neste último vídeo aí em cima, a falta de repertório, de conhecer brincadeiras é realmente um fator que inibe e até afasta os adultos do brincar. Porque a brincadeira pode ser muito chata se não for legal para ambas as partes.

Sim, eu já tive experiências em casa em que não via a hora de acabar o tempo de brincar com meus filhos porque a brincadeira que eles havia escolhido era muito chata para mim e eu não havia pensado em nada melhor para propor no lugar (sim, eu também tenho “branco” de brincadeiras rsrsrs).

Mas é por isso que tem um projeto como o Tempojunto. Aqui, modéstia à parte, você encontra brincadeiras para bebês, para crianças pequenas, para crianças grandes, para filhos únicos, para famílias pequenas, para famílias grandes. Brincadeiras que ocupam muito tempo, que ocupam um tempinho ou o tempo que você definir. Brincadeiras de arte, de movimento, com música, de cozinhar. Dá até para organizar gincanas para os aniversários.

Entretanto, não estamos sós e ainda bem. Há inúmeros outros livros, blogs na internet que valorizam, divulgam e compartilham brincadeiras. Sabe aquela atividade importante, que faz parte dos 20% que eu falei no começo? Então, planejar, reorganizar, pesquisar para dar mais oportunidade a você e seus filhos brincarem mais juntos faz parte, sem dúvida nenhuma, desta lista de ouro.

Por onde começar

Com uma brincadeira por dia. De 15 minutos. Todos os dias. Mas dedicação total ao momento. A partir daí você vai descobrir junto com seu filho os melhores horários, o tempo, o tipo de brincadeira e quando menos esperar, a brincadeira já fará parte do dia a dia de vocês de uma forma muito leve. Bóra brincar!

Claro que não respondi tudo né? Cada um tem sua dúvida. Mas para isso tem a área de comentários aqui embaixo. Escreve pra gente! E também dá uma fuçadinha no blog e no nosso canal Youtube. Tem muita entrevista, vídeo e informação que pode ajudar neste brincar.

4 Comentários

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    • 2
      Patrícia Marinho

      Oi Ana,
      Obrigada! Está nos planos, mas é preciso de investimento para desenvolver um, né? Preciso de um modelo de negócios para viabilizar um app. Mas tenho esperanças de conseguir :)
      Beijos,
      Patrícia

    • 4
      Patrícia Marinho

      Oba! Obrigada pelo elogio, Elieth, e pela ajuda na divulgação ;)
      Seja muito bem-vinda e volte sempre!
      Beijos,
      Patrícia

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