Como guardar de forma prática os trabalhos escolares

Como guardar de forma prática os trabalhos escolares


Semana passada meus filhos (oi, aqui é a Patcamargo) trouxeram para casa uma sacola (literalmente!!!) com os trabalhos artísticos e as atividades que eles fizeram durante o ano na escola. De cara, minha reação é sempre dupla. Primeiro de orgulho por todos os progressos, pelas coisas lindas e por ver como eles se empenharam durante o ano. Mas em seguida vem o “ai! Que vou fazer com tudo isso?”.

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Bom, nos anos anteriores, eu escrevi aqui sobre este assunto e contei que em casa fazemos uma exposição de arte, pela casa mesmo, que dura o período de 15 de dezembro até 6 de janeiro (Dia de Reis), mais ou menos. Escolhemos esta época porque é quando recebemos mais gente em casa para as comemorações de fim de ano – família e amigos – e as crianças amam mostrar a todos suas obras de arte.

exposição de arte em casa- Desenhos pendurados na parede

Mas eu sei que nem todos conseguem fazer desta maneira. Então, resolvi pesquisar como guardar de forma prática os trabalhos escolares e descobri coisas bem legais que facilitam a nossa vida.

A tecnologia a serviço da praticidade

Antes de tudo, a primeira coisa é estabelecer com as crianças um critério de seleção das peças que serão guardadas e aquelas que serão dispensadas. Eu optei por deixá-los escolher o que preferem, mantendo no máximo 2 trabalhos por tipo de atividade. Por exemplo, dois trabalhos escritos; duas pinturas seguindo uma técnica ou inspirados em um artista; duas artes com o mesmo material; dois desenhos; dois jogos e por aí vai.

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A Jaime do blog Hands On as We Grow deixou os filhos escolherem um por semana e um do mês. Você pode fazer por sorteio, por parlenda (uni-du-ni-tê), ou pedir a alguém de fora que seja o juíz e separe o que acha mais representativo. O importante é que o combinado seja aceito por todos.

A partir daí, vamos às dicas. Primeiro, tenho que puxar a sardinha e mostrar uma imagem da exposição aqui de casa

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Se os trabalhos das crianças forem em sua maioria feitos em papel A4, que tal montar um livro com um rolo de papel craft como base. O papel faz um contraste legal e realça a arte das crianças. Você pode pegar uma faixa larga, dobrar em formato sanfona. Um grampo ou furos amarrados com barbante em um dos cantos da dobra sanfonada. Nem precisa cortar a outra lateral. Pode deixar sanfonada mesmo, que o efeito fica bem legal. Daí é só colar as peças, formando uma história, ou seguindo uma técnica de arte ou o que vocês preferirem. Fica mais fácil guardar um caderno assim, que várias peças soltas. Olha o daqui de casa.

exposição de arte - trabalhinhos de escola henrique

Quando eu falei lá no subtítulo que a tecnologia ajuda é porque a forma que eu elegi este ano é a fotografia digital. Alguns podem achar mais interessante guardar a obra original. Mas este ano, resolvi fazer diferente e testar algo novo. Estou fotografando cada obra de arte escolhida e anotando as explicações que eles mesmos dão para seu trabalho. Mas minha ideia não é deixar num pendrive. Ou eu farei um quadro, a partir da impressão das fotos, montadas num porta retrato bem legal para colocar numa parede vazia que tenho aqui na sala.

Me inspirei nesta foto aqui, do blog Hands On que eu citei acima.

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Não fica uma graça? E como é porta retrato, dá para variar as imagens, mantendo o quadro sempre renovado!

Outra sugestão que eu posso adotar para este ano é levar as fotos e as explicações para uma gráfica rápida e criar um livro scrapbook. Se eu tivesse mais talento artístico, talvez eu mesma fizesse um livro com esta técnica manualmente. Só que não rsrsrsrsrs. Fica um livro bem original, fácil de guardar e no futuro, meus filhos crescidos poderão mostrar aos filhos dos filhos deles. Eu acho esta possibilidade super bacana.

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Preservar o original

Mas se a sua vontade é guardar com carinho os originais que seus filhos fizeram, tenho outras dicas. A primeira é a clássica pasta arquivo com aqueles envelopes de plástico. Existem modelos para todos os gostos e de todos os preços. Eu desaconselho aquelas com ferragens de argolas, tipo fichário, porque o peso das obras vai fazer com que os plásticos arrebentem da ferragem com mais facilidade. Prefira os modelos com fechamento tipo Romeu-Julieta ou fechamento com parafuso plástico.

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A pasta assim conserva melhor os trabalhos escolares, e é mais fácil de empilhar ou guardar em prateleiras. O único senão é o tamanho dos trabalhos. Se forem muito grandes ou volumosos eu sugeriria outra opção como, por exemplo, as pastas portifólio próprias de artistas. Elas são mais caras, mas como foram criadas justamente para arquivar este tipo de obras, seu uso é o mais indicado.

Tem sempre o tradicional na manga

Bom, aqui em casa eu sempre procuro otimizar os espaços e eu gosto de manter sempre tudo à vista, para não cair no esquecimento e se transformar num antro de poeira. Mas sei que há pessoas mais organizadas que eu, que sempre verificam aquilo que está guardado atrás do armário.

Então, guardar de forma prática os trabalhos escolares em caixas de papelão ou arquivos de pastas suspensas é uma solução simples e que funciona. Eu usaria caixas de papelão bem resistentes e pequenas, como as da foto. Assim, é possível organizar melhor, por data e por filho. Uma caixa grande é uma tentação para acumularmos tudo junto, sem critério.

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E se optar por pastas suspensas há no mercado brasileiro caixas de metal, que são mais resistentes e conservam melhor as peças, evitando que amarelem ou juntem pó muito rapidamente.

Seja qual for sua opção, eu sei que vale à pena ter algumas destas recordações tão queridas desta fase em que eles ainda são pequenos – especialmente até os 8 ou 9 anos – quando eles ainda curtem muito fazer estes trabalhos artísticos, seus desenhos e o destinatário da maioria das pequenas obras é você, mãe, pai, avó, madrinha, padrinho, avô, irmão mais velho. Daqui a pouco, a gente vai ver, passa e estas boas lembranças ficarão.

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