O brinquedo do parquinho que desenvolve o equilíbrio e a noção de segurança
Volta e meia falamos aqui no Tempojunto sobre as brincadeiras ao ar livre e o parquinho está entre os meus preferidos. Se olharmos com cuidado podemos perceber o quão legais são brinquedos como o balanço, a gangorra e um trepa-trepa para as crianças. Percebi que este último em específico ajuda no desenvolvimento do equilíbrio e a noção de segurança das crianças.
Acontece que às vezes por zelo demais, a gente impede que as crianças explorem o parquinho livremente. Claro que segurança é importante, mas talvez a gente não precise ficar segurando na mão deles cada vez que descem pelo escorregador.
Recentemente, estava observando as crianças no trepa-trepa. Este brinquedo existe desde que me conheço por gente nos parquinhos. E eu lembro que quando eu era criança, ele era um desafio. Eu sempre tive um pouco de medo de altura, então chegar nas partes mais altas era motivo de ansiedade e de uma sensação de conquista quando eu conseguia.
Ensinar segurança no lugar de colocar a rede de proteção
Confesso que fui uma destas mães que praticamente ficava sob o trepa-trepa com os braços estendidos pronta para segurar o Pocoyo se ele escorregasse. Ou pior, ele subia e eu ficava segurando-o pela camiseta, como se adiantasse alguma coisa. E, não tem jeito. Ele absorveu a minha insegurança e demorou um tempão para que conseguisse escalar e explorar o brinquedo com desenvoltura.
Mas a gente aprende certo? Bom, aos 4 anos, a Potcho já é uma campeã no quesito desenvoltura no trepa-trepa.
O segredo foi mostrar a ela como subir com segurança. Como segurar e se apoiar. E deixá-la subir sozinha, comigo longe do brinquedo. Ela aprendeu e sabe direitinho onde pode se aventurar.
O trepa-trepa é também um brinquedo que desenvolve o equilíbrio da criança, sua noção espacial e de balanço. E é incrível observar a agilidade dos pequenos se divertindo. Outra confissão: até hoje eu sofro um pouco para chegar até o alto. Mas isso definitivamente não precisa ser passado de “pai para filho” 😉



Valioso, ajudou em minha pesquisa
Que bom, Noraney! Ficamos felizes em ajudar!
Mas a partir de que idade se deve deixar a criança explorar sem proteger? Será razoável deixar uma criança de um/dois anos subir e descer totalmente sozinha de uma casinha alta, escorregadeira? O meu já fez menção de descer a escorregadeira a pé e com tão pouca idade certeza que não ia dar bom… 😳 Outra coisa é que sempre há crianças maiores bastante afobadas que passam em tempo de derrubar quem tá na frente… Penso que a questão deveria ser mais detalhada, abordando idades e situações fáticas que justificariam proteção…
Maria, entendo a sua preocupação em ter algo mais focado. Porém, cada criança passa por um processo de desenvolvimento parecido, mas não igual. Por isso é difícil te dar um parâmetro sem conhecer seu bebê. Mas em linhas gerais, sim, perto de 2 anos é possível deixar que ele suba uma escada de um brinquedo e escorregue sozinho. É aceitável que as crianças pequenas explorem sozinhas estes brinquedões.
Deixe seu pequeno sentar na escorregadeira sozinho – vai dar bom sim, você vai se surpreender.
Lembrando que tombos, escorregões irão acontecer e isso vai fazer com que seu pequeno explore outras formas de brincar que ele entenda que são seguras.
Quanto às crianças mais velhas junto, confesso, eu também tinha medo. Até raiva de alguns que não respeitavam os menores. Neste caso, avalie. Seu filho precisa aprender a se virar perto dos maiores. Desde que as crianças maiores não sejam em um número muito grande, ou que seu filho não esteja num espaço totalmente ocupado por crianças maiores.
Mas crianças de idades diferentes brincando juntas é uma experiência social importante – para ambas idades. Mesmo com frio na nossa barriga.
Então, regra geral – se seu filho naturalmente acha apto para explorar, subir, escorregar, você deve deixá-lo fazer sozinho. E você serve de apoio somente em momentos que ele se sentir inseguro. Beijo