Responda rápido: brincar se aprende?


Este texto foi originalmente publicado no blog do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará e adaptado aqui para o blog do Tempojunto.

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Logo após o início do Tempojunto, alguém nos fez a pergunta: brincar se aprende?

Naquele momento, eu devo confessar que levei um tempinho para responder. De certa forma, pareceu errado responder que sim. Saber brincar seria uma coisa que já nasce com a gente.

A atividade de explorar e descobrir é natural dos bebês, que já demonstram esta curiosidade pelo mundo ao nascer. Esta é a base do brincar em sua essência. Entretanto, o repertório de brincadeiras não é geneticamente transferido às pessoas.

No entanto, a prática com o universo do brincar nos levou a entender que apesar de toda criança nascer com a capacidade natural de brincar, o repertório de brincadeiras pode e deve ser ampliado com o tempo. Brincar se aprende, sim senhor.

Tem dica e plano para aprender

O primeiro passo para isso é ampliar a visão que temos do que seja uma brincadeira. “Não vamos discutir aqui o significado ou definição de brincar”. Ao participar de um grupo internacional de discussão sobre a brincadeira, com especialistas em desenvolvimento infantil, esta foi a primeira coisa que a Patricia Marinho ouviu.

Isso porque este é um assunto que já despendeu muita discussão e a conclusão é que brincar e brincadeira tem várias definições. Então, brincar é mais do que as “brincadeiras formais ou tradicionais”.

Outro dia uma mãe que é nossa seguidora na página do Facebook do Tempojunto, comentou num post que ela não gostava de brincar e precisava de ajuda.

Ficamos tão impressionadas com aquele comentário tão sincero que resolvemos marcar uma conversa com ela. Eis que conseguimos perceber que estávamos diante de uma das mães mais brincantes que já conhecemos. Só que ela não se considerava assim.

Buscar referências e encontrar o que mais gosta

Isso porque, brincadeira, para ela, era ir para a pracinha ou sentar para brincar de boneca. Duas coisas das quais ela não gostava. Só que, em contrapartida, ela sempre conta história para a filha quando vai no banheiro, faz fantoches com pedaços de tecido, senta para fazer trabalho de artes, carrega a filha nas costas para ir do quarto para a sala. Tudo isso são formas de brincar. Só é preciso reconhecer.

O segundo passo para aprender a brincar é procurar referências. No caso do Tempojunto, nós recorremos a livros e sites que falam sobre atividades para crianças. Se quiser ir além, existem cursos de formação de brinquedistas em várias cidades do País.

Soluções práticas

E aqui mesmo no blog você vai encontrar mais de 1.500 soluções práticas para que pais e mães superem dificuldades como falta de tempo, dinheiro ou ideias e consigam incorporar mais brincadeiras com os filhos no cotidiano. É só fazer sua busca e navegar por aqui.

Quando a gente entende a importância da brincadeira par as crianças, percebe que brincar se aprende sim. E com a prática, o planejamento e a busca por referências de brincadeiras, nossa cabeça muda e você é capaz de pensar em brincar com qualquer objeto que tenha em mãos ou mesmo sem objeto nenhum. E assim, aproveitar o tempo que você tem com seu filho.

A boa notícia é que quanto mais você pesquisa sobre brincadeira, mais você pratica e mais ideias você tem do que fazer nos momentos preciosos em que está com os filhos.

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