Como os bebês podem aproveitar o máximo dos brinquedos do parquinho


Talvez quando você esteja com seu bebê num playground, não perceba o quanto os brinquedos do parquinho contribuem enormemente para o desenvolvimento físico do seu filho. Aliás, especialmente quando somos pais de primeira viagem, o receio que nosso bebê se machuque é tanto, que nem deixamos que ele explore ao máximo os brinquedos do parquinho.

Então, vamos mudar este quadro? Antes de tudo, dois toques importantes:

1. Quando falamos de estímulo do desenvolvimento de um bebê, sempre partimos do princípio que estimular é dar apoio para que seu filho aprimore aquilo que ele naturalmente já quer fazer. Então, nada de forçar qualquer tipo de movimento que você não perceba seu bebê tentando antes por si mesmo.

2. Segurança é bom e todo mundo gosta. Mas cercar seu filho de plástico bolha, para que ele não tenha nenhum arranhão, é também cercear a capacidade dele de experimentar inclusive a sensação de se machucar e saber lidar com isso sem desespero (dele e seu). Cair, bater, arranhar faz parte da descoberta da vida e passar por isso enquanto se é bebê dá autonomia e segurança exatamente porque você estará ali para ajudar, quando acontecer. Então, segurança sim, mas permita que seu filho explore suas possibilidades.

Incentivo e liberdade

Há algum tempo, a Patricia Marinho tratou do tema de coordenação motora grossa com bebês, neste post aqui, que vale a leitura. Nele, a Pat conta sobre várias experiências de brincar com os bebês, para estimular movimentos que no futuro farão justamente com que ele caia e se machuque menos. E em vários lugares da casa.

Eu vou falar especificamente dos parquinhos. Os que temos eventualmente no prédio; os que estão em espaços públicos; os que encontramos em viagens com as crianças. Que tal começarmos explorando os benefícios de uma boa escalada?

A Yukari na foto está usando uma parte de cordas de um dos brinquedos do parquinho. Subindo desta maneira, além da força de mãos e pernas que ela exercita para subir, ainda podemos considerar a coordenação tanto superior, quanto inferior. Ela precisa pensar em mover um pé de cada vez, coordenado com uma mão de cada vez para continuar a escalada.

Se no começo ela precisou da ajuda da mãe dela, a Tiemi, para subir, logo ela percebeu que colocando um pé e uma mão após o outro, não precisaria mais de ajuda.

A Yuyu também entendeu (e aí vem o trabalho de raciocínio e tentativa e erro) que se usasse o mesmo lado de pé e mão, o movimento de escalar seria mais difícil, que usando pés e mãos invertidos. Parece simples, mas até nós adultos às vezes nos embananamos com esta coordenação. Olha o sucesso da empreitada!

Enfrentando a força da gravidade

E o que dizer do equilíbrio? As cordas são instáveis e para seguir, a Yuyu também precisava exercitar seu balanço e equilíbrio.

Bem, uma vez no topo do brinquedo, estava descer. Pela corda, ela ainda se sentia insegura. Tudo certo. Vamos para outra alternativa. O escorregador.

Gente, e para explicar ao bebê que aquela rampona que está diante dele precisa ser escorregada, e não “caminhada”? Mais um exercício, desta vez de comunicação entre os pais e os filhos. Explicar que é preciso sentar para escorregar, que é necessário um impulso inicial para começar a descer requer confiança do bebê no adulto que está ali com ele.

Outra coisa, o bebê também vai perceber na prática duas leis da física. Ambas ele precisa controlar. A primeira é ter uma força no pescoço igual ao do impulso de escorregar, para que a cabeça não bata na rampa ao descer. A segunda é a necessidade de frear ao chegar no final, pois o corpo em movimento continua o movimento se não houver atrito.

Ao revés

Além disso, tem o estímulo ao senso de espaço e sentido, chamado proprioceptivo. Ele é que não deixa o bebê cair para fora da rampa do escorrega, por exemplo.

Depois de descer sentado, a Yuyu testou várias outras formas de brincar. Como descer de barriga.

Ou escalar pela rampa.

Ela também pensou em descer de cabeça, mas daí, a Tiemi, com razão, já achou perigoso demais para a pequena!

Eu não fotografei, mas brincar no balanço também é excelente para os bebês. Mas eu ja falei sobre isso também, neste post aqui, sobre o s benefícios de balançar.

Recado final

Espero que você possa aproveitar este post, um pouco mais técnico, mas que tem o principal objetivo de mostrar como é rico e importante permitir que seu filho brinque e explore onde estiver.

Os brinquedos de parquinho podem ser uma excelente forma de aventura, descoberta e estímulo para seus bebês. E para você não perder nenhum dica sobre o desenvolvimento dos bebês, brinquedos e brincadeiras para eles, inscreva-se na nossa newsletter. É gratuita e você receberá semanalmente um e-mail com as dicas do Tempojunto por faixa etária.

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