7 passos simples para tirar seu filho do celular


Antes de contar os passos simples para tirar seu filho do celular, quero dizer que gosto muito da imagem de capa deste post. Ela traz uma realidade da qual a gente se esqueceu. Que as crianças têm no brincar sua principal atividade e que por isso elas gostam de brincar. E saem, sim, do celular, quando oferecemos alternativas.

Posso afirmar isso com a certeza de quem já aplicou em casa; de quem já ouviu vários depoimentos em nossas redes e dos estudos sobre o desenvolvimento infantil. Todos apontam a mesma afirmação: as crianças usam o celular, ou tablet porque nós adultos apresentamos a elas.

E ficam por tempo demais, porque as deixamos sem alternativas. E porque deixamos nossos filhos ficarem nas tecnologias? “Porque é mais fácil”; “Porque preciso de um descanso”; “Porque preciso de tempo para outras coisas”; “Porque eu também uso o tempo todo”; “Porque se não ele chora e faz birra”; “Porque ele pediu”; “Porque os amiguinhos todos tem”.

Resolver é melhor que apontar

Eu poderia enumerar mais outras tantas frases. Mas este não é o foco. Julgar os motivos não leva a nada, a não ser que você traga alternativas. Então, relaxa que ninguém nem precisa saber como seu filho aprendeu as delícias do celular.

Bóra ver como resolver o excesso? Entre os 7 passos simples para tirar seu filho do celular está o oferecer alternativas. Então, de cara, você já tem aqui 30 brincadeiras que funcionam muito bem para tirar seu filho das telas. Tem para todas as idades. Então, pode clicar e baixar para deixar sempre com você.

1. Oferecer alternativas

Já falei sobre isso acima. E é uma verdade. Pode ser mais trabalhoso no início, se seu filho já tem o hábito de ficar bastante tempo nas telas. Mas persistindo, funciona. Veja o exemplo de crianças passando um dia no parque ou numa festa de aniversário sem eletrônicos. Eles brincam!!

2. Criar hábito

A gente se acostuma. Com coisas boas e com ruins. A primeira se chama hábito. A segunda, vício. Então, ajudar seu filho a criar o hábito de brincar é uma forma de tirar o “peso” dos eletrônicos do dia a dia dele. Tenha brincadeiras para sugerir quando ele estiver entediado. Valorize momentos sem fazer nada como uma oportunidade para seu filho criar, crescer e aprender a viver consigo mesmo.

Use as dicas de 30 brincadeiras para propor atividades bacanas e atrativas.

3. Fazer do momento um momento junto

A foto acima é minha brincando de JustDance (um jogo de video game) com meus filhos. Entre os passos simples para tirar seu filho do celular está entender que o momento de tela é um momento para pais e filhos curtirem juntos. Escolha outras brincadeiras e atividades para quando você precisa de um tempo.

De forma alguma eu sou contra o celular, games e tablets. Eles também podem ser uma brincadeira. Afinal, você jogava quando criança, né? E hoje há vários games interessantes, séries e desenhos de Youtube ou de streaming bem legais. Reserve, então, o tempo de tela para o horário em que vocês estiverem juntos.

Ah! Como extra, coloco aqui uma tabela bem legal feita pelo blog Diirce com as idades mínimas para as redes sociais. Se até as próprias redes colocam este limite, porque a gente insiste em antecipar as coisas, né?

4. Faça da casa um espaço brincante

O próximo passo é ter uma casa em que a criança se sinta parte. Porque todos somos família, certo? Então, se seu filho não se sente família na cozinha, no banheiro, na sala e só tem um pedaço da casa onde ele pode ser criança, há algo descombinante.

A criadora do termo brinquedoteca no Brasil, Nylse Helena, uma sumidade na relação entre crianças e o ambiente, era categórica ao afirmar que: “Ainda hoje existam crianças que nascem curiosas, mas são tolhidas em sua necessidade de descoberta desde bebês e chegam à escola sem vontade de descobrir e conhecer mais nada.

E o responsável por isso é o mundo de nãos que a criança vive em casa por falta de um ambiente pensado para ela. Temos que favorecer e soltar a criança para suas descobertas nos ambientes onde se encontra. Mexer no que tem vontade, com bom senso“.

O que não significa viver no caos. Significa permitir que seu filho seja quem ele é, em qualquer ambiente. Est vídeo aqui sobre Bagunça na casa pode ajudar mais.

5. Reduza o vácuo, planejando brincadeiras

Eu sou brinquedista e trabalhei durante mais de 20 anos com acampamentos e acantonamentos (acampamentos internos) de crianças e jovens. Neste tempo, desenvolvi a teoria do “vácuo”. O “vácuo”, diferentemente do ócio, é aquele momento que você adulto não sabe o que fazer com seu filho entre as atividades da rotina.

Neste momento, seu filho se dispersa. Em geral para o que está mais fácil, que é o celular ou o tablet. Daí fica mais difícil tirar seu filho do celular.

Então, quando você for organizar a agenda do seu dia ou da sua semana, inclua (na própria agenda mesmo, para não esquecer) as brincadeiras que você pode propor às crianças, entre uma obrigação e outra. Ou até para ir de uma obrigação para outra (por exemplo, brincar para ir dormir ou para ir tomar banho).

6. Estabeleça um tempo e seja firme, mas deixando ser constante

Talvez este seja o passo mais simples de fazer e complicado de manter para tirar seu filho do celular. Porque na prática, basta combinar o tempo de uso dos eletrônicos, colocar o alarme e quando tocar, todos já sabem que é para desligar e partir para outra brincadeira.

Entretanto, manter pode ser difícil no dia a dia. Um dia eles fazem um beicinho. No outro, estamos nos sentido mais culpados por qualquer coisa e compensamos deixando um pouco mais. Outro dia, estamos lidando com uma birra e decretamos que não vai ter celular por dois dias (sem ter nada a ver com a birra), só para “sacanear” o filho.

Mas este descompasso só deixa nossos filhos desconfiados da nossa palavra. Portanto, eles vão querer sempre estender o prazo. Vai que cola? Vai que amanhã não tem?

E vale demais à pena se a gente conseguir manter a constância do tempo permitido de acesso às telas. Com o tempo, seus filhos irão entender que o tempo naquele dia acabou, mas amanhã haverá mais. Daí que fica mais fácil sair da tela sabendo que não será “o fim para sempre”.

7. Conheça os gostos virtuais do seu filho e traga para o mundo real

Este é o passo que eu mais gosto de toda a lista e recomendo demais. Já ouvimos o quanto crescer com uma vida somente virtual é prejudicial para o adolescente e para o adulto. Simplesmente porque vida é real, né? Não dá para fingir que a vida só existe virtualmente. Nem é saudável isso.

Então, quando você ajuda seu filho a transformar os gostos virtuais em reais, você está contribuindo para um agora e um amanhã feliz dele. Pois ele aprenderá a ver que o real é muito melhor que o virtual.

Há várias maneiras de transpor o virtual para o real e tirar sei filho do celular. Ele gosta de Fifa? Promova uma tarde de futeba na sua casa dele com os amigos. A pegada é JustDance? Que tal fazermos uma baladinha só em família com as músicas e coreografias do jogo? Seu filho gosta de jogos de guerra? Que tal criar um cenário para ele brincar, usando os personagens do jogo?

Leve-o para uma experiência com base naquilo que ele mais curte nos eletrônicos.

E no final, divirtam-se juntos. Virtual e realmente.

+ Seja o primeiro a comentar

Comente

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.