Brincadeiras que te ajudam a conversar com seu filho


Mesmo tendo filhos pequenos, conversar com seu filho pode ser um desafio. Seja porque ele ainda está na fase de aprender a se comunicar com frases, seja porque ele nos responde monossilabicamente. O velho “foi legal”, ou “gostei” ou “tudo bem” ou “humhum”. KKKK.

Entretanto, se nós aproveitarmos as brincadeiras e os momentos em que estamos com as crianças para começar uma conversa, com o tempo, o hábito estará formado. Assim ficará mais fácil conversar com seu filho. Seja sobre trivialidades do dia a dia, seja um assunto mais sério.

Para conversar com seu filho você precisa ouvir

A primeira dica que vai te ajudar no processo de conversar com o seu filho é praticarmos ouvir, em lugar de falar.

Nós adultos nos acostumamos a falar sempre com nossos filhos. Seja para explicar alguma coisa, dar uma ordem, contar algo. E nos desacostumamos a ouvir o que eles nos têm a comunicar.

Por isso, é um exercício nosso começar uma conversa ouvindo primeiro as crianças. E também parar para ouvir quando eles vierem espontaneamente nos contar alguma coisa. Ao perceber que nós estamos interessados em suas histórias, suas descobertas, por mais simples que sejam, nossos filhos percebem que tem um interlocutor na gente.

E então, conversar conosco ganha um propósito (alguém que está interessado nele), em lugar de ser só uma obrigação (relatar o que aconteceu no dia).

Contar suas histórias ajuda a começar um bate-papo

Nem sempre a gente quer ser o primeiro a contar alguma coisa que nos aconteceu. Às vezes precisamos que outra pessoa tome a frente para nos sentirmos seguros em falar.

Portanto, você começar a conversar com seu filho a partir de alguma coisa que aconteceu com você, pode ajudar. Seja uma decisão que você precisou tomar, ou um fato do dia, ou alguma coisa do seu passado, da sua infância e que tem a ver com o momento.

A conversa leva ao melhor desempenho na escola e na vida

Um estudo feito pela Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que os pais fazem uma grande diferença no sentimento dos adolescentes sobre sua vida somente conversando com eles atentamente.

Alunos com altos níveis de satisfação com a vida eram significativamente mais propensos a ter pais que passavam algum tempo conversando regularmente com eles.

Os pais que se sentaram ao redor da mesa para comer a refeição principal com os filhos e conversaram sobre como estavam indo na escola também fizeram a diferença.

“Passar o tempo conversando” é a atividade dos pais mais frequentemente e mais fortemente associada à satisfação com a vida dos alunos.

Os alunos cujos pais conversavam regularmente com eles tinham 2/3 de um ano escolar à frente em matérias relacionadas a ciência. E mesmo depois de considerar o histórico sócio-econômico dos adolescentes, a vantagem dos que tinham pais que conversavam é de 1/3 de um ano escolar.

Em lugar de perguntas genéricas, “puxe” assunto

Perguntas muito genéricas, como “como foi o dia hoje” ou “como foi a escola”, em geral, recebem respostas evasivas.

Que tal usar frases que sejam mais específicas e que incentivem um papo? Fizemos um PDF com várias delas para você baixar e ter sempre à mão! Clique abaixo.

Frases para conversar com seu filho.

Brincadeiras que ajudam a conversar com seu filho

Brincar é uma ótima maneira de você despertar a vontade de conversar do seu filho com você. Uma das brincadeiras, por exemplo, é colocar bonecos para conversar.

Você pode optar por brinquedos, ou criar personagens, como estes fantoches de palito. O importante é depois existir uma situação em que os bonecos conversem.

E que tal brincar de “Você preferiria?” Ou Você parece quem? Esta serve para crianças pequenas. Você pode começar com um livro de histórias ou álbum de família. Ao olhar as imagens com seu filho, você pergunta “você preferiria que… OU preferiria que…”, e cria duas alternativas.

Por exemplo, “você preferiria que o vovô estivesse no parque nesta foto ou estivesse na praia?” E a partir da resposta, vocês começam a conversar sobre.

Também dá para perguntar quem seu filho parece na imagem. E deixar a conversa fluir a partir do interesse dele por um aspecto da figura que vocês estão olhando.

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