Melina do @maternidadesimples dá suas dicas sobre o brincar com bebês


O post de hoje do blog vai ser pouco diferente. Resolvi convidar algumas mães e especialistas para compartilhar comigo e com você a experiência de brincar com bebês. A ideia veio do fato de que a Gabi está crescendo, mas eu não quero deixar de dar dicas e sugestões de como é possível brincar com bebês desde que eles nascem. Afinal, os estímulos são fundamentais para qualquer criança, mas especialmente importantes para os pequenos de 0 a 3 anos.

A convidada de hoje é a Melina Pockrandt Robaina também conhecida no Instagram por @maternidadesimples, que é o nome do seu blog. Ela é mãe da Manuela (6 anos) e Ana Júlia (9 meses) e vai contar um pouco não apenas das atividades que fez com suas filhas quando bebês, mas como ela promove a interação entre as duas hoje em dia. Eu adorei a história que ela me contou, em especial como ela enfrenta o desafio da falta de tempo. Espero que você goste também.

Melinda do @maternidadesimples dá suas dicas sobre o brincar com bebês - Melinda com filhas

Oi. Eu sou a Melina. A Patricia Marinho aqui do Tempojunto pediu para eu contar um pouco da experiência de brincar com as minhas filhas Manuela e Ana Júlia. Foi muito legal lembrar da época em que a Manu era bebê e avaliar como as coisas são hoje com a Ana Júlia! Vou dividir um pouco dessa experiência com você.

Eu lembro as primeiras vezes que brinquei com a Manuela de “cadê o neném? achou” com a mão no rosto. Ou quando me escondia atrás de portas ou móveis para ela tentar me procurar com os olhos. E como esquecer das cócegas? Muitas cócegas! Isso tudo quando ela ainda era bebê, antes de sentar ainda.
Depois que ela começou a sentar, a gente interagia de outras formas, com bonecos, brinquedos e livros. E logo que ela começou a andar, passamos a brincar de esconde-esconde e o “Mestre Mandou”.

Melinda do @maternidadesimples dá suas dicas sobre o brincar com bebês

Com a Manuela, eu vivi uma época bem única. Deixei meu emprego quando ela nasceu e fiquei em casa até os 8 meses dela. Eu vivi a experiência de sentir quase ao mesmo tempo o cansaço de estar o dia todo em função dela e as gostosuras das atividades com a Manu, dentro e fora de casa (a partir de 1 ano e meio íamos ao parquinho, ou ao jardim do prédio para mexer na grama e nas plantas). Mesmo depois que ela começou a ir para a escola, eu aproveitava MUITO o tempo que eu tinha com ela à noite e nos finais de semana.

Com a Ana Júlia eu brinco muitas vezes das mesmas coisas, como cócegas e o esconder. Mas também gosto de fazer pilhas de brinquedos para ela destruir e jogar bolinhas. Agora, estamos naquela fase em que ela pega as coisas e quer me dar. Ela também passou a nos imitar mais, então, gosto de colocar objetos em caixas para ela fazer o mesmo.

E, mesmo correndo o risco de ser clichê, tenho que admitir: é impressionante como são diferentes as duas experiências. Com a Manuela, eu sentia uma obrigação de oferecer as brincadeiras, numa função de “provedora lúdica” 🙂 . Eu me divertia muito, tinha muito prazer nas brincadeiras em geral. Com a Ana Júlia confesso que a deixo “se virar sozinha” em muitas vezes.

Também há momentos em que me vejo em falta com a variedade de atividades que eu ofereço a ela. Acho que a falta de tempo, o trabalho fora de casa e o aumento de funções com as duas contribuem para isso.

A relação entre as irmãs

Tenho tentado proporcionar momentos de nós três. Mesmo porque quando a Manuela me vê brincando com a Ana Júlia, quer brincar junto para chamar minha atenção. Mas ainda não é uma brincadeira completamente divertida para as duas. Acabo brincando mais com blocos de empilhar, jogar bola e esconder objetos. Coisas que na verdade são mais lúdicas para a Ana Júlia e quem brinca com ela é a Manuela. Também brincamos de esconder ou de “pega-pega” em que a Manuela corre atrás da Ana Júlia no meu colo e, depois, a Ana Júlia “tem que pegar” a Manuela. Estas são as atividades que a Ana Júlia mais gosta.

Melinda do @maternidadesimples dá suas dicas sobre o brincar com bebês - filhas

Já a Manuela prefere jogos, quebra-cabeça, xadrez, pinturas e atividades criativas quando estamos juntas. Ela está numa fase de faz-de-conta muito intensa. Com as duas, gosto de sair para o parquinho. Ainda que a Juju não aproveite os brinquedos, ela fica muito animada em estar ao ar livre. E a Manuela curte andar de bicicleta e patinete, além do próprio parquinho.

Estar junto

Já percebi que ficar junto com elas na hora da brincadeira tem vezes que atrapalha, tem vezes que é fundamenta! De modo geral, eu percebo que é importante instigar a interação entre as duas. Dificilmente a Manuela brinca com a Ana Júlia se eu não estimular. Por outro lado, nas poucas vezes que a Manuela brinca com a Ana Júlia espontaneamente, a minha presença atrapalha um pouco, pois a Manuela para de brincar por diversão e começa a agir para chamar a minha atenção e mostrar como é uma irmã mais velha legal. Então, é preciso atenção da minha parte para manter o equilíbrio.

Eu tenho me policiado para oferecer uma atenção de qualidade para as meninas quando chego em casa do trabalho. É “polícia” mesmo. Deixo tudo o que eu posso fazer depois que elas dormirem. Evito ligar a TV, sento no chão, prefiro lanches ao jantar convencional para me poupar tempo durante a semana.
Se possível, já penso antes em atividades divertidas para fazer quando chegar em casa porque confesso que com o cansaço do dia a dia, preciso ter disciplina. E também já planejo o tempo exclusivo com a Manuela, que dura mais ou menos uma hora depois que a Ana Júlia vai dormir.

Eu estou com um desafio pessoal de largar o celular (deixar em outro cômodo da casa), da hora que eu chego em casa com as crianças da escola até a hora que as duas forem dormir.

Isso tem o objetivo de me ajudar a focar o tempo com elas. Além disso (vai parecer propaganda, mas é verdade), busco inspiração e dicas de brincadeiras em sites, blogs e perfis, como o Tempo Junto, para proporcionar momentos novos, diferentes e especiais. Então, se você que leu até aqui e se identificou comigo, vale a dica:

1) priorize seu filho no tempo da brincadeira
2) desligue o celular e outras distrações (inclusive câmeras fotográficas. Não precisa tirar fotos de todas as brincadeiras. As lembranças mais importantes são as que ficam no coração)
3) busque ajuda e inspirações
4) deixe a criança escolher a brincadeira, mas, de vez em quando, escolha você também, pois isso vai fazer com que você tenha mais prazer naquele momento (fazendo o que gosta com o seu filho), o que tornará a atividade ainda mais especial.

Bjo

Melina

 

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