Fonte dos desejos é uma brincadeira livre que trabalha a generosidade


Volte e meia eu trago os amigos dos meus filhos em casa para brincar. Além de eles se divertirem muito, eu curto criar brincadeiras para grupos de crianças (passei mais de 20 anos fazendo isso todos os finais de semanas) e é super saudável para os meus filhos conviver com os amigos também nos ambientes fora da escola.

Mas se engana quem acha que as brincadeiras aqui em casa são só dirigidas, ou seja, que eu sugiro e eles seguem um “roteiro”. Ao contrário, em geral eu deixo primeiro que eles brinquem a partir de suas próprias ideias e combinados. E em vários momentos eu me surpreendo com a capacidade de inventar e reinventar o brincar. A fonte dos desejos foi uma destas brincadeiras que as amigas das minhas filhas foram criando, conforme ela acontecia. E acabou sendo uma brincadeira que trabalhou a generosidade (sentimento que eu sinto falta no mundo).

Generosidade espontânea

Tudo começou com esta foto aí em cima. As meninas resolveram colocar os pés na água de um laguinho de pedras que tem aqui na área livre onde moro. Eu deixei, sim, claro. Já comentei neste post sobre travessuras o quanto eu acho importante a gente saber que regras podem ser quebradas e os limites disso.

Em seguida, uma delas percebeu pequenas pedrinhas brancas no chão e logo a brincadeira virou um caça-pedrinhas. Olha aqui elas procurando.

Vocês perceberam que a foto está de longe? É porque quando elas estão brincando livres, meu papel é não interferir.

Mas o que fazer com estas pedrinhas? Ora, jogar na água, claro! E a ideia delas se tornou a brincadeira da fonte dos desejos. No começo, os desejos eram bem pessoais.

Porém, eu logo percebi uma mudança. Elas começaram a fazer desejos umas para as outras. E logo estavam desejando coisas boas para as outras crianças que conheciam! E a brincadeira foi contagiando e da fonte dos desejos elas passaram a conversar sobre o que seria mais importante desejar para as crianças que elas não conheciam ainda.

Algo está certo

Isso tudo vindo de meninas de 5 e 6 anos de idade. Eu achei o máximo elas deixarem o natural das crianças, que é pensar em si e desejar coisas para si, e terem a generosidade de “gastarem” seus desejos e suas pedrinhas (que elas levaram um tempão para ajuntar) com as outras pessoas.

Uma brincadeira simples, que as próprias crianças inventam e que se a gente para e observa, descobrimos tanto encanto e tanta esperança nas crianças. Acho que estamos fazendo alguma coisa certa!

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