Quando o vídeo game se torna seu aliado na relação com os filhos


Muito se discute sobre o “vício” das crianças e jovens em jogos eletrônicos e games e o quanto isso pode ser prejudicial. Se você nos acompanha sabe que nossa bandeira é da moderação e contra o isolamento das famílias por conta da tecnologia. Na minha opinião poucas coisas são tão tristes quanto pais e filhos isolados em seus mundos solitários de redes sociais e joguinhos. Mas quando o vídeo game se torna seu aliado na relação com os filhos a conversa é outra.

Em uma palestra que fiz com a Patricia Marinho sobre a importância da brincadeira, uma pergunta que foi levantada começou mais ou menos assim: “Eu tenho dois viciados em video games em casa. Meu marido e meu filho. Eles passam um tempão jogando juntos. Isso é prejudicial?”. Bom, não. Ao menos do ponto de vista de interação e vínculo entre pai e filho. Porque sendo game ou pião, eles estão fazendo algo juntos. Mais legal seria ainda se o pai ultrapassasse a linha da tecnologia e trouxesse o assunto tema do joguinho para conversas em outros momentos com o filho; na mesa de jantar, por exemplo.

É sobre isso que se trata este post. Como e quando o vídeo game se torna seu aliado com seus filhos. A resposta é simples: quando você participa junto com ele dos jogos, em lugar de deixá-lo jogar sozinho.

Fazendo exercícios enquanto brinca

A foto acima é minha com meus três filhos brincando de um game chamado Just Dance. Aqui, vai uma pausa. A Pat Marinho escreveu sobre este mesmo jogo em um post incrível sobre quando usar a tecnologia a favor da brincadeira, que eu super recomendo. Na época, ela mostrou como o game do Wii resultava em brincadeiras entre ela a a filha de 10 anos e a pequena de 3 anos.

No meu caso há duas diferenças e por isso escrevi também. Primeiro que a ideia deste jogo veio das minhas filhas mais novas, de 6 anos. Eu não conhecia o jogo e resolvi dar uma chance para ele em casa (dica importante: teste o jogo de game junto com seu filho. Você pode se surpreender gostando dele também).

Segunda diferença: eu não tenho o Wii em casa. Aliás, não tenho nenhum video game destes com sensor de movimento. Então, minha solução quando elas pediram para brincar foi acessar o Youtube, escolher um vídeo com o tema Just Dance e colocar na TV. Como elas são pequenas, nem se importam com pontuação. O que elas gostam é dançar imitando os movimentos.

E eu entro na brincadeira, claro. Porque sem isso não haveria interação, certo? E para mostrar como funciona, se você reparou nas fotos acima, meu filho, de 8 anos, também curte dançar.

Risos e energia

Usando o video game a meu favor, eu consigo estar perto das preferências das crianças; levo o assunto para outros momentos (por exemplo, fora da tela, as meninas estão inventando seus passos de dança para as músicas que elas gostam, como o Just Dance), conversando e explorando possibilidades; e eu também me divirto.

Como esta modalidade de brincar está na moda aqui em casa, quase todo dia é dia de ao menos uma música dançante. A gente ri a beça, tenta fazer os movimentos mais esdrúxulos e gasta um bocado de energia.

Se você aproveitar os momentos de video game junto com seu filho, vai manter o vínculo. Acredite. E se for um destes games de sensor de movimento, melhor ainda (super indico! Teremos um em breve, de Natal, em casa).

Eu sempre escrevo isso aqui porque tem gente nova todos os dias olhando nossos posts. Semanalmente, enviamos para quem quiser todas as nossas sugestões de brincadeiras para você e seus filhos. Desde o nascimento, até a pré-adolescência. Se você não quer perder, mas não tem tempo de vir aqui todos os dias, inscreva-se gratuitamente na nossa Newsletter e receba nossas atualizações.

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