Jogo de xadrez mais simples que mantém o desafio para os pequenos


Nem pretendo começar este post contando sobre os benefícios do jogo de xadrez para crianças, adultos e idosos. Há inúmeros artigos científicos e reportagens na imprensa e na mídia sobre o desenvolvimento de raciocínio, pensamento estratégico, matemático do jogo. Sem contar a noção espacial, a concentração e a capacidade de entender seu oponente.

Como eu sempre soube disso, o xadrez era uma brincadeira que volta e meia atraía meu interesse. Mas, confesso, eu tinha. Bom, eu tenho, uma certa preguiça de aprender todas as regras do jogo.

Foi então que meus filhos chegaram, cresceram e com eles a vontade de aprender a jogar. Mas e o tempo para aprender as regras, treinar para depois ensiná-los? Provavelmente, eles já estariam com netos quando eu conseguisse isso kkkkk.

Resolvi, então, facilitar a vida, quebrar as regras e começar com o que eu sabia. Num belo dia, num hotel, encontramos um xadrez convidativo com a Turma da Mônica.

As meninas tinham, então, 5 e 6 anos. Eu combinei com elas apenas duas regras: a forma que cada peça se movia e o objetivo de pegar o Rei para ganhar.

De comer tudo até a estratégia campeã

Obviamente, a gente relembrava os movimentos toda hora, e eu ia explicando aos poucos. Mas o que prevaleceu naquele dia mesmo era a vontade que elas tinham de ganhar o jogo comendo todas as peças do tabuleiro. O Rei ficava para depois.

Mesmo assim, tanto a Cururuca, quanto a Potcho pensaram, encontraram suas soluções, jogaram e gostaram.

O tempo passou e, um ano e meio depois, eu estava com meus filhos passando a tarde numa biblioteca. Por acaso, a Potcho encontrou um tabuleiro de xadrez com as peças. “Vamos jogar, mamãe?”. Óbvio que sim!

Montamos tudo, relembramos as duas regras e começamos a jogar. Em minutos eu percebi como ela estava mais madura e mais esperta para o jogo. Mostrei mais uma ou duas regras, como o peão que começa pode andar duas casas. Brincamos. Ela ganhou de mim.

Então, chamamos a Cururuca, que também curtiu jogar. Novamente repassamos as regras, uma ou outra dica de jogada que eu dei. Ela ganhou de mim.

Bom, melhor ela colocar uma jogando com a outra.

Esqueci quem venceu. Até porque elas jogaram várias vezes e cada uma teve seu momento de estratégia mais bem feita. Ah! Mesmo assim, para elas o mais divertido ainda foi comer mais peças da outra. O Rei tinha que ser lembrado algumas vezes por mim rsrsr.

Simplifique e brinque

O que eu quero dizer com minha dica de brincar de hoje? Ora, permita-se quebrar as regras, mudar o jogo e deixe seu filho brincar com você. Assim, ele tem mais autonomia e não precisa ser o “café com leite” o tempo todo. A brincadeira por si e seus benefícios no desenvolvimento físico, cognitivo e sócio-emocional do seu filho, além do apego com você, são mais importantes que um punhado de regras.

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