Dinossauros resgatados numa brincadeira de imaginação e liderança


Se você costuma seguir o blog, já sabe que às segundas-feiras eu (a Patcamargo) agora estou escrevendo sobre brincadeiras com crianças mais velhas e meus principais personagens são o meu filho Pocoyo, de 8 anos, e os amigos dele que sempre estão bricando em casa. Caso você tenha chegado agora, não se espante: grande parte das brincadeiras aqui, incluindo esta brincadeira de imaginação e liderança, envolve dinossauros.

Meu filho é super fã dos dinos. Destes fãs que te colocam no chinelo quando você pergunta sobre os pterodáctilos. Ele vai te responder, com certo ar professoral, que tais dinos nunca existiram. Na verdade os dinos-pássaros que habitaram a terra se chamavam pteranodontes. E junto com ele viviam o anquilossauro, o estegossauro, o galináceo e o oxalaia. Hoje, o Pocoyo pensa em combinar as profissões de escritor e paleontólogo e sua referência é o Luiz Eduardo Anelli, paleontólogo brasileiro, super conceituado na sua área e escritor de vários livros sobre dinossauros para crianças.

Ele lidera, eu acompanho

E todo este gostar começou há cinco anos, quando meu marido trouxe para casa um álbum de dinossauros e colar figurinhas era a diversão de 10 minutinhos diários entre pai e filho. Então, não estranhe se volta e meia o tema aparecer por aqui, como neste post incrível que a Patricia Marinho vez, com 10 brincadeiras com dinossauros. Meu filho amou!

Gostamos bastante de brincar de imaginação aqui em casa. A cada instante surge aqui um planeta novo, uma guerra espacial, um baile de fantasias. As brincadeiras assim, são excelentes para desenvolver a inventividade e a criatividade das crianças. Por isso, ou eu os deixo brincar sozinhos, ou eu entro na brincadeira, mas só acompanho a liderança deles.

Esta é minha foto com o Pocoyo felizes e satisfeitos com nossa missão salvadora. Sim! os dinossauros estavam em perigo e precisavam ser resgatados com urgência da ilha onde estavam, até o continente, um lugar em que havia sido criado um santuário para todos eles.

Soluções que eles criam

Quando a brincadeira começou, meu filho já se antecipou a mim e explicou quais seriam os veículos de resgate. “Primeiro vamos usar os aviões para levar os maiores”, afirmou. E assim fomos nós, retirando as primeiras vítimas do iminente desastre.

Depois de alguns vôos, a ilha começou a se desmanchar e os dinos menores precisavam ser retirados com mais rapidez. Então, tiramos os carros das garagens e o Pocoyo teve a ideia de usarmos os walkies-talkies para nos comunicarmos. Olha só o meu kit resgate:

Entre mortos e feridos, tudo bem

Começamos a segunda etapa do resgate. Como meu filho não estava conseguindo equilibrar direito os dinossauros no carrinho dele e o tempo de vida da ilha estava se esgotando, ele resolveu o problema, acionando uma garra estrategicamente retirada de outro brinquedo.

Concluindo, eu fiquei muito orgulhosa de acompanhar o raciocínio, as estratégias e a liderança do Pocoyo, agindo como um verdadeiro agente de salvamento. Ele me indicava para onde ir, quais dinos levar primeiro, o cuidado com os mais frágeis. E depois, a ordem para colocá-los no continente. “Todos deitados, mamãe, porque eles precisam se recuperar da viagem”.

Nosso papel é apoiar

Numa brincadeira de imaginação e liderança como esta, esquecer que você é o adulto e deixar seu filho tomar decisões – mais ainda, aceitar as decisões dele, por mais estranhas que possam parecer – é a maneira de você permitir que ele seja mais seguro de si mesmo. Se der errado, nada de dizer: “eu te avisei”. Prefira transferir de novo a situação para ele resolver, mostrando que você confia nele para encontrar uma solução. E se estiver difícil sair do enrosco, tentem juntos uma saída, mas não se esqueça de permitir que seu filho mantenha a liderança da brincadeira.

Mudando a forma de participar das brincadeiras com seus filhos, você estará caminhando ao lado dele, mas não invadindo. Você proporciona autonomia, que as crianças depois dos 7 anos podem desenvolver com mais propriedade. Eles já assumem mais responsabilidades, mesmo em uma brincadeira de resgate de dinossauros!

Tem muita coisa que a brincadeira proporciona para as crianças na “segunda infância”, ou seja, depois dos 7 anos. Por isso, continuar promovendo o brincar nesta idade é importante. Se você quer outras dicas de brincadeiras ou quer saber um pouco mais sobre esta fase de desenvolvimento do seu filho, continue com a gente. Sempre tem novidades por aqui. E inscrevendo-se gratuitamente na nossa Newsletter, você recebe semanalmente um e-mail com nossas dicas de brincar, já separadas por faixa etária. Assim, você consulta quando quiser.

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