Invasão no guarda-roupa da mamãe é uma brincadeira de criatividade


A partir dos 4 anos, o brincar das crianças ganha ainda mais força no quesito brincadeira de criatividade. Como elas já adquiriram mais habilidades de linguagem e vocabulário, imitar os adultos fica mais próximo ainda do que eles reconhecem ao nos observar. É comum nesta fase e até os 9 e 10 anos, nos depararmos com caricaturas de nós mesmos representadas nas brincadeiras de imaginação dos filhos. E a invasão no guarda-roupa da mamãe, do papai, da avó, dos tios faz parte deste cenário.

Talvez voce desconheça a Caixinha Antitédio Tempojunto, que é um dos nossos livros publicados. (Vale à pena conhecer!). Nela trazemos dicas de brincadeiras para aqueles momentos em que os filhos nos perguntam: “Mãe, o que eu posso fazer para brincar?”. Foi fuçando nesta Caixinha que minha filha do meio, a Cururuca, encontrou uma dica de brincadeira com roupas.

Quando ela me mostrou, eu resolvi propor algo diferente para ela e a irmã caçula brincarem juntas. “Que tal, fazerem um desfile com as minhas roupas?” Por incrível que pareça, elas nunca manifestaram vontade de usar minhas roupas. Só a Potcho que volta e meia sai usando meus perfumes, batons ou sapatos.

Uma estilista e uma modelo

Mas roupa da mamãe foi novidade. Pensa se elas não amaram a possibilidade? A brincadeira de criatividade estava proposta!

Eu me lembro que quando era pequena, entre 5 e 8 anos, achava incrível o guarda-roupa da minha tia. Multicolorido e repleto de vestidos esvoaçantes. Sempre que viajávamos para a casa da minha avó, eu esperava uma brechinha e ia correndo brincar de princesa, de modelo, usando as roupas da minha tia. Nunca esqueço de um baby doll rosa hiper rodado que para mim ficava como um vestido. Noossa!!

Lá foram as duas promover a invasão no guarda-roupa da mamãe.

De cara, elas resolveram definir papéis. A Cururuca seria a estilista e a Potcho a modelo internacional. Quando elas olharam minhas roupas, resolveram fazer caracterizações temáticas. Começaram com uma túnica egípcia que eu tenho para montar um look indiano.

A sandália dourada completou o visual, mais um echarpe colorido.

Momento de imaginação e alegria

Ver a alegria das meninas encantadas com as diversas possibilidades foi o máximo.

Na sequencia, elas criaram um modelo que lembrava as francesas. Ou ao menos, as francesas que elas imaginavam, já que elas nunca viajaram para aquele país.

Detalhe da sandália escolhida.

Aqui, modelo e estilista preparando o desfile.

E, claro, o salto alto que não poderia faltar. Esta foi a única hora que eu fiquei mais pertinho, porque se nós adultas viramos o pé com salto, imagina as crianças, né?

Mais do que “adultizar” a criança, este tipo de brincadeira é pura imaginação e uma forma de as crianças entenderem e aprenderem a lidar com o mundo adulto. Faz parte do desenvolvimento social das crianças reconhecer códigos e componentes sociais e culturais. Isso está embutido, por exemplo, numa brincadeira de explorar o guarda-roupa dos adultos.

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