Como ensinar meu filho a respeitar as diferenças


Como ensinar meu filho a respeitar as diferenças? Taí uma pergunta que eu me forço a tentar responder quase todos os dias. Anda faltando tanta empatia e respeito no mundo que eu considero fundamentar papel ensinar minhas filhas a aceitar e valorizar o diferente.

As crianças não nascem sabendo lidar com o outro

A habilidade de se relacionar com alguém, de ter empatia, de saber se colocar no lugar do outro não é algo que a criança aprende sozinha. E não nasce com ela. Ela precisa de ajuda, mas especificamente de um adulto que ensine para ela essas noções. E sabe qual é a melhor forma de fazer isso? Brincando!

A brincadeira tem o poder de ensinar para a criança a respeitar as diferenças e saber lidar com o outro aceitando a pessoa como ela é. Vale a pena ler o post Brincar para quê? Para respeitar as diferenças para ver como tratamos o conceito de “Diferente”.

Vou dar um exemplo. Outro dia eu me dei conta de que minha filha mais nova nunca conviveu com um deficiente visual. Se ela não tem contato com pessoas assim, como ensinar a realidade de quem não consegue enxergar.

Bom, um jeito que eu dei foi aproveitar o interesse dela pelo piso tátil da calçada. Para quem não reconheceu o nome, trata-se do nome da faixa que todas as calçadas e lugares públicos deveriam ter para facilitar a locomoção dos deficientes visuais.

Primeiro eu expliquei para ela o que era o piso tátil e para que servia. Depois, aproveitamos uma agência bancária vazia para explorar ainda mais o assunto com o Desafio do Piso Tátil.

O desafio do piso tátil

Para fazer o desafio, a Gabi ficou descalça, de olhos fechados, pisando na faixa. A ideia era perceber as diferenças entre o piso de cimento e as texturas do piso tátil.

Expliquei que parte com os traços retos era um indicativo para ela ir em frente e que a parte com os círculos era para indicar uma mudança de direção.

Se ela quisesse fazer o percurso da porta de entrada da agência bancária até o caixa, teria que obedecer as indicações do piso para seguir o caminho. Sem espiar nem um pouquinho.

Não foi nada fácil. Por vezes ela errava e ficava muito brava com ela mesma.

Foi também um exercício de superação e paciência porque ela mesma criou a regra de que se a pessoa errasse o caminho no meio, tinha que voltar para o começo e tentar novamente.

Diante da dificuldade, eu aproveitei para explicar que era difícil mesmo perder o sentido da visão, que isso mexia até com o nosso equilíbrio e que a gente não tinha a habilidade para seguir o piso tátil naturalmente por falta de prática.

Ela foi persistente e tentou diversas vezes até conseguir.

Deu para perceber que a brincadeira ajudou a Gabi a se colocar no lugar do outro? A partir dessa experiência, tivemos muitas conversas sobre os nossos sentidos e tenho certeza de que ela se tornou um pouco mais capaz de respeitar as diferenças.

Se você se interessa pelo assunto de como ensinar o filho a respeitar as diferenças, fica o convite para baixar nosso ebook gratuito Brincar e a Inclusão. 

 

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