Sempre que viajamos ou estamos na casa de alguém, eu preparo algumas dicas de brincadeiras para meus filhos. Mesmo mais velhos, eles ficam entediados e acabam, como qualquer criança, querendo “fazer alguma coisa”. Brincar do contrário é uma destas sugestões que você faz em qualquer lugar: da sala de espera, até a casa dos parentes; na viagem ou num dia de chuva.

Brincar do contrário tem inúmeras variações. Eu fiz duas recentemente em uma viagem com as crianças e deram muito certo. Eu me diverti muito com minhas filhas, de 7 e 6 anos, a Cururuca e a Potcho.

Minha inspiração veio da revista YOYO, ou Yoyozine. Ela é uma produção super bem feita, com ideias bem criativas para passarmos um tempo junto ótimo com os filhos.

Jogo dos 7 erros ao contrário

E edição mais recente da revista trouxe o tema de “avesso” ou “do contrário”. Em casa, meus filhos curtem muito o personagem Do Contra, da Turma da Mônica.

Volta e meia, fazemos um jogo em que tudo o que falamos precisa ser entendido ao contrário. Só este jogo de palavras, além de divertido e simples de fazer em qualquer lugar, já estimula o raciocínio da gente. Vira até código secreto entre nós, para enganar as pessoas rsrsrs.

Por isso, propor brincar do contrário com as crianças é certeza de sucesso por aqui.

Então, comecei com a dica da revista do Jogo dos 7 Erros ao Contrário. Eu nunca tinha visto e me chamou a atenção.

O tabuleiro dos 7 erros é este. O que temos que fazer é encontrar nestes desenhos diferentes, quais os sete detalhes iguais.

Olha, precisou de bastante observação, concentração e metodologia de todos nós para encontrarmos tudo.

Caretas alegres e bravas

Aproveitando que estávamos gostando da ideia do contrário, resolvi propor desenhar aquelas caretas que você olha de um lado e está alegre e virando de ponta cabeça, fica triste ou brava.

A gente nunca tinha brincado de desenhar assim em casa, até porque meus filhos eram pequenos ainda para terem esta noção. Mas com a ajuda de alguns exemplos (que eu tirei da Yoyo), fizemos nossas tentativas.

A Cururuca já pegou logo o espírito e foi testando. Eu comecei o meu e percebi que a tarefa é mais difícil do que eu imaginava. Precisa ter uma noção do que você quer fazer antes de sair desenhando.

Olha só nosso resultado. Eu achei muito bom!

Variações sobre o tema

As meninas gostaram tanto da história que resolveram variar o tema e fazerem outros desenhos com duas faces. A Cururca fez uma aranha-gato e a Potcho criou sua própria versão de coelho encantado e menina fofa, como ela chamou.

Eu queria encerrar o post fazendo uma última observação sobre o desenho acima. Enquanto uma das minhas filhas segue mais o “padrão” do que a gente se propôs a desenhar, a outra tem mais imaginação e foge das regras tradicionais para criar suas obras. Qual desenho está mais certo? Ambos.

Esse é meu recado final. Procure observar como seus filhos resolvem o que lhes é proposto. Entenda o processo de pensamento deles. E especialmente no campo de artes ou ciência (e até matemática, viu?) os caminhos para chegar a um resultado podem ser diversos. E os resultados podem ser surpreendentemente criativos, se nós, adultos, sairmos da nossa “caixinha” de pensamento tradicional.

Valorize as conquistas e trabalhos do seu filho, a partir da perspectiva dele.

Tem muitas outras dicas de brincadeiras que você pode fazer com seu filho em inúmeras situações do seu dia a dia. Te convido a explorar um pouco mais nosso blog. Ou então, a inscrever-se na nossa newsletter. Ela é gratuita e enviamos uma vez por semana um email com todas as nossas dicas.