As emoções fazem parte da nossa vida, desde que nascemos. Alguns especialistas até já afirmam que antes mesmo disso. Porém, elas eram algo que se tinha e “paciência”, convivíamos com elas, como uma maleta que carregamos sem querer.

Mas o mercado de trabalho deu outra importância para as emoções, quando passou a relacioná-las diretamente com as soft skills, ou habilidades sócio-emocionais.

Daí que todo mundo agora fala em emoções, controle emocional e todos estes termos que nós mães, pais, família passamos a aprender para ajudar nossos filhos a estarem mais preparados para a idade adulta.

Emoções são o começo para chegarmos às soft skills

Quando falamos de Parentalidade Brincante, um dos pilares é ajudarmos nossos filhos a perceber, entender e conduzir melhor as emoções e as reações que elas provocam.

Nada melhor, então, que escrevermos este post com a resposta para a pergunta: “o que é emoção?”

Emoção é a primeira forma de interação das crianças, mesmo bebês, com os adultos. É como o seu filho primeiro vai tentar se comunicar com você, quando ele não souber expressar de outra maneira.

A maioria dos especialistas no assunto concorda que são 7 as emoções básicas: raiva, nojo, desprezo, tristeza, surpresa, felicidade e medo. Elas nascem com todos os animais para garantir a sobrevivência.

Já o medo, raiva, tristeza e alegria são consideradas as emoções universais. Isso porque as expressões faciais de cada uma delas são reconhecidas por qualquer povo, mesmo aqueles que não tiveram contato com qualquer outra forma de comunicação social, como fotos, cinema, TV ou outras civilizações e outros povos.

Começa no cérebro, mas é o corpo todo que reage

Uma emoção começa no momento que algo externo acontece com a gente. Desde uma coisa pequena, como acender as luzes, como algo mais dramático, como ser perseguido por um tigre.

O cérebro reage instantaneamente a esta alteração do ambiente, provocando uma das emoções básicas. E a partir daí, ainda numa fração de segundos, o corpo todo acompanha, participando da emoção: na expressão facial, no batimento cardíaco, no retesamento muscular.

Podemos perceber a reação a uma emoção, por exemplo, alguém que “pula de alegria”, ou ser imperceptível, como a descarga de adrenalina no corpo.

Mas, independentemente do tamanho da reação, está comprovado: não podemos controlá-la, no sentido de evitar que aconteça ou transformá-la em algo diferente.

Ajudamos a construir as soft skills entendendo as emoções dos filhos

Emoção dificilmente escondemos. Por isso é tão importante deixarmos que ela aconteça, em lugar de repreender. A emoção das crianças nos dá pistas para saber como ela está percebendo uma situação.

Aqui no vídeo, a gente dá alguns exemplos disso.

Então, se seu filho, especialmente enquanto está na Primeira Infância, até os 6 anos, grita, chora, morde, diante de uma emoção, calma! Ele ainda não consegue controlar este processo.

“E porque meu filho grita e o filho da vizinha não grita quando estão com raiva”, você pode me perguntar.

Apesar de haver uma expressão comum das emoções básicas, a reação à emoção é única e individual. Porque ela também inclui as experiências anteriores. Ou seja, se seu filho ficou com raiva, chorou e não foi atendido; depois ele ficou com raiva, gritou e teve a sua atenção, ele tenderá sempre a repetir o grito no momento da raiva.

Sentimento é o aprofundamento emocional

Conforme nós formos ajudando nossos filhos a perceberem quando chega uma emoção e entender, eles conseguirão encontrar formas diferentes de expressar melhor. Aqui no Tempojunto preferimos chamar de conduzir a emoção, no lugar de controlar. Este é o começo da formação das soft skills ou habilidades sócio-emocionais.

E aqui vai um parágrafo importante: emoção e sentimentos são coisas diferentes.

Sentimento tem uma duração mais longa e é resultado de um processo de internalização de uma ou mais situações externas e internas.

Sentimento é a racionalização de uma ou mais emoções. É quando a gente pega a emoção e dá tempo de internalizar, avaliar, juntar várias emoções (tipo chorar de alegria).

É a nossa interpretação do que aconteceu com a gente e das variadas emoções sentidas. E não precisa resultar em uma ação do corpo.

Daí que disfarçamos o sentimento. Emoção, não!

Conheça nossas ferramentas para ajudar seus filhos

E como ajudar as crianças neste processo?

Uma primeira dica é ampliar as emoções pela linguagem. Usar, mesmo que a criança pequena não entenda num primeiro momento, palavras que diferenciam formas e intensidade das emoções.

Por exemplo: alegre, exultante, contente, radiante, risonho, satisfeito, animado, bem-disposto, lépido, divertido.

A linguagem ajuda a desenvolver o entendimento das emoções!

Outra forma, é por meio da brincadeira, claro. Parentalidade brincante é isso! Veja abaixo nosso vídeo com brincadeiras que ajudam na condução das emoções.

E te convido a aprender ainda mais como ajudar seu filho neste caminho emocional, com nosso material sobre “6 antídotos para acabar com choro, birra e raiva” . Nele você tem outras ferramentas – todas bem práticas – que te ajudam a lidar com as emoções das crianças.