Flongodo é um jogo simples de matiz africana para fazer em casa com os filhos


Tem dia que você precisa de uma brincadeira rapidinha para fazer com seus filhos quando chega em casa. Ou quem sabe naquele intervalo de 15 minutos do home office que você tem um tempinho para jogar um jogo simples, mas divertido?

É para estas horas que eu indico jogos de tabuleiro, com versões simples, que você pode jogar a qualquer momento. O flongodo é um deles. De matiz africana, ele tem origem na Costa do Marfim. Também é brincado em Mali e Burquina Faso*

Eu aprendi com o professor de Educação Física do Pocoyo uma versão que literalmente cabe no bolso e você pode levar para onde quiser.

Jogo simples que traz a cultura de matiz africana

Para brincar com o flongodo você precisa dos seguintes materiais:

Uma folha de papel

Caneta

Duas tampinhas de garrafa PET ou dois gravetos

Uma pedrinha ou bolinha de papel

A primeira etapa é desenhar o tabuleiro desta forma:

Para ver quem começa, vocês podem tirar “Par ou Ímpar” ou “Joquenpô”. Lembrando que este é um jogo para duas pessoas.

A partir daí, eu ví algumas variações no flongodo. Ou seja, escolha a que você preferir para fazer com seu filho. Todas são simples e têm um objetivo comum: mover a sua tampinha ou graveto para um determinado ponto. E, ao mesmo tempo, impedir que seu oponente chegue antes.

Descobrir para avançar

Em todas as variações deste jogo simples, para avançar, fazemos a brincadeira de descobrir em que mão está a pedrinha ou bolinha de papel.

O jogador da vez, esconde a pedrinha em uma das mãos. O adversário precisa descobrir em qual mão está.

Se acertar, ele pode avançar sua peça pelo tabuleiro.

Então, vem a primeira variação: na regra que eu aprendi, se o jogador descobre a pedrinha, ele caminha com a sua uma casa e o outro jogador precisa retornar uma casa.

O contrário também vale, ou seja: se o jogador não adivinhar onde está a pedrinha ou bolinha de papel, ele retorna uma casa, enquanto seu adversário avança.

Em outras regras deste, somente quem acerta a mão com a pedrinha pode avançar sua peça. E daí como a pedrinha muda de jogador? Na primeira vez que acertar, o jogador fica com a pedrinha e será ele a escondê-la. Se errar, o que escondeu a pedra faz avançar o graveto uma posição e volta a escondê-lo. E daí, ela vai mudando de mão.

Avançar até o centro ou dar a volta no tabuleiro de flongodo

Ainda, outra variação que eu vi é sobre a movimentação das peças. No nosso caso, aqui, das tampinhas de plástico ou gravetos.

Em algumas regras, o objetivo é chegar no final do tabuleiro antes do seu adversário. E as peças começam paralelas. Como nesta foto:

Já em outra regra, o objetivo é chegar até o centro. Ou trocar de lado com o adversário, levando a sua peça até a outra ponta do tabuleiro.

Neste caso, as peças começam em lados opostos. Como nesta outra foto aqui:

Em ambos os casos, o flongodo continua sendo um jogo simples, que cabe no bolso ou na bolsa, para você brincar com seu filho durante aqueles minutos que você tem com ele. Mas também pode ser um jogo de duração mais longa para ensinar a seu filho para brincar com os irmãos ou amigos em casa.

Uma peça e vários tabuleiros de flongodo

Outra variação ainda que pesquisei usa somente uma peça no tabuleiro. E cada jogador que descobre em que mão está a pedrinha move a peça na direção do campo oponente. Num jogo literalmente de “empurra-empurra”, ganha quem conseguir chegar primeiro com a peça na última casa do adversário.

Ainda, para quem quer mesmo variar o jogo, há um desenho de tabuleiro diferente do que eu mostrei até agora.

Então, as regras são as mesmas e você usa as casinhas formadas com as linhas paralelas para jogar.

Olha quanta coisa num “jogo simples”(e aqui coloco com aspas mesmo para você ver que simples não significa chato ou aborrecido) podemos variar!

E para continuar esta brincadeira, que tal ver nosso PDF gratuito, com 10 jogos de gincanas para fazer dentro e fora de casa. Tudo prontinho para você brincar com seus filhos.

*Fonte: Jogos do mundo todo: a diversidade do brincar em ação/ Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca)/ Mérie Hellen Gomes de Araujo da Costa e Silva – 1. ed. São Paulo: Kids Move Fitness Programs, 2015.

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