Sua palavra tem o poder de rotular seu filho

Tenho certeza que você não faz isso de caso pensado. Mas rotular seu filho é uma consequência das palavras que usamos no dia a dia para se referir a ele.
Quem nunca deixou escapar uma destas frases:
“Ela não me obedece! Nunca me escuta!”
“Ele é complicado para comer.”; “Odeia ler”; “Nunca prestação”; “É bagunceira”.
A gente solta quase sem querer, porque reagimos depressa demais, sem pensar e usando palavras negativas.
Em outros momentos, em lugar de falar direto com nossos filhos, usamos estas frases para falar dele para outras pessoas. E uma mentira repetida muitas vezes, se transforma em verdade. De tanto ouvir que é preguiçosa ou desastrada, a criança acaba acreditando nisso e incorporando essas características à visão que tem de si mesma.
Rotular seu filho é um vício que pode ser mudado
Você e todos os adultos começam a rotular seu filho. A criança cai no rótulo de preguiçosa, desastrada, desatenta, antissocial, egoísta, burro, teimosa e por aí vai.

Se você se identificou (pois é. Eu já fiz isso muitas vezes. Preciso sempre me policiar), não se desespere. Bóra conhecer nossos 7 passos que te ajudam a não rotular seu filho.
1 – Crie uma atmosfera de harmonia e não de crítica
Quando entendemos as etapas de desenvolvimento das crianças, fica mais fácil perceber que seu filho não está fazendo “toda vez a mesma coisa”. E podemos evitar implicar quando ele expressa suas emoções de um jeito que você não gosta. Ao contrário, procure ajudá-lo a entender estas emoções e expressá-las de outras formas.
2 – Abra espaço para o diálogo
Você precisa demonstrar para o seu filho que é capaz de ouvir o que ele tem a dizer ou como está se sentindo, antes de supor. Isso vai ser fundamental para estabelecer uma relação de confiança.
3 – Preste atenção na sua negatividade
Fique atento aos momentos em que você deixa crítica ou a linguagem limitadora controlar as suas emoções. Procure prestar atenção com que frequência você faz isso e encontre recursos para mudar, como contar até 10 antes de reagir. Ou sair da sala e se acalmar antes de falar com os filhos.

Olhe para o que seu filho tem de bom
4 – Resolva as desavenças que destróem a autoestima
Quando estiver diante de um problema, não adianta repetir o padrão e falar mil vezes a mesma coisa. Nem estabelecer uma relação na base do grito. Isso enfraquece as relações. Procure ver o que realmente importa. Escolha suas batalhas e trate-as de maneira inteligente e estratégica. E encontre uma forma sadia que resolver isso com as crianças.
É melhor você se dedicar mais a poucos e importante pontos de desavenças, que se dedicar de qualquer jeito a toda desavença que aparecer no dia a dia.
5 – Encontre os pontos positivos das crianças
Para evitar rotular seu filho, troque às críticas ao que você acha negativo pelo reforço e valorização das características positivas. Parece bobagem, mas no dia a dia acabamos lembrando mais do que nossos filhos “fazem de errado”, do que das características boas deles. Vamos mudar este padrão?
Que tal, listar diariamente uma qualidade do seu filho e agradecer a ele por ser assim?
Seu filho vai se sentir mais amado, já que você reconhece identifica o seu lado positivo ao invés de ser rotulado pelo que é negativo.
6 – Ensine seu filho a assumir responsabilidade por seu sentimentos e ações
Com um diálogo franco você consegue fazer o seu filho entender os motivos por trás do seus comportamentos. Quanto antes ele perceber que pode fazer mais de uma escolha diante das situações e assumir as consequências pelas decisões que toma, melhor.
7 – Seja bem-humorado
Procure usar o humor para tornar os problemas mais leves. Assim você e as crianças conseguem ter mais facilidade para se distanciar do problema e conseguir enxergá-lo de forma mais racional. Isso ajuda a não rotular seu filho.

