5 formas de estimular o brincar simbólico de crianças com autismo

Que bom ver você por aqui na coluna do “Brincar exige conexão”, que traz mensalmente um papo sobre o tempo junto de famílias e crianças dentro do espectro autista.
E quem está por trás dos textos das colunas é a querida Michelle Costa, com foco na experiência dela com neuropsicologia e na atenção a crianças com autismo e suas famílias.
Aproveito para indicar o Instagram da Michelle, o @michelleterapiadecrianca com várias dicas de brincadeiras e atividades que conectam as crianças. Segue lá que é incrível.
O texto de hoje ajuda pais e familiares a melhorar a brincadeira simbólica, o faz de conta das crianças.

“A construção do brincar simbólico é um marco cognitivo muito importante para o desenvolvimento de habilidades sociais. Quem aí já observou crianças criando diálogos, fingindo ser um super herói e até repetindo cenas do seu cotidiano através desse brincar? Até graveto vira personagem nessa hora.
O brincar simbólico se relaciona com estrutura de pensamento
Algumas crianças dentro do espectro autista tem dificuldade em criar situações no jogo simbólico. E isso tem relação com a estrutura do pensamento e linguagem.
Para melhorar esse brincar podemos pensar em algumas situações que os auxiliam nessa construção.
1. invista em dar função ao brincar
Que tal brincar de dar comidinha para o dinossauro, escovar seu dente, pentear o cabelo ou cuidar de um dodói.
2. Use o corpo
Pode ser pra correr de um dragão que cospe fogo ou subir em uma árvore para pegar maças. A proposta é criar situações onde a criança dentro do espectro autista precisa executar ações simbólicas com o corpo.
Reinventar é necessário ao brincar com a criança autista
3. Crie personagens
É possível usar meias, colheres, massinha ou garrafas, entre outros objetos. Mas o importante é projetar em outros materiais, que não são reais, alguns personagens.
4. Organize cenários para a brincadeira
São vários os exemplos. Como um posto de gasolina, supermercado, festa de aniversário ou uma caverna.
O importante é vivenciar, dentro desses cenários, situações comuns vividas nesses ambientes.
5. Represente músicas
No brincar simbólico com a criança autista, interpretar as ações onde um é o cravo e o outro a rosa e construir um brincar projetando essas ações é muito enriquecedor para este tipo de desenvolvimento.
Em tempos que estamos em casa e cada vez mais precisamos nos reinventar no brincar com crianças. E vale muito estimular o faz de conta. E assim trazer, além de estímulos para o desenvolvimento, leveza nas vivências que fogem do cenário real.”
Michelle Costa
Michelle Costa
@michelleterapiadecrianca
Psicopedagoga
Esp. Neuropsicologia
* A foto que ilustra a capa deste post é do Bernardo, que sempre esteve por aqui, desde recém-nascido ilustrando as brincadeiras com bebês. Hoje ele já está com 4 anos, está dentro do espectro autista, e aparece na foto brincando com a mamãe Patricia. O cotidiano e reflexões da família (tem também o papai Vinícius) estão no perfil de Instagram @o_lado_be Acompanhem também!